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Trump registra ganho superior a US$ 1 bilhão com criptomoedas em primeiro ano de mandato

Redacao
1 de julho de 2026 às 06:46
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Trump registra ganho superior a US$ 1 bilhão com criptomoedas em primeiro ano de mandato

© AFP

No dia 1º de julho de 2026, o relatório financeiro obrigatório de Donald Trump para o ano de 2025 — um documento de 927 páginas — revelou ganhos superiores a US$ 1 bilhão provenientes de operações com criptomoedas, consolidando seu envolvimento no setor como um dos mais rentáveis de seu mandato.

Royalties milionários de moeda meme e receitas de empresa familiar

Entre os principais destaques, Trump declarou US$ 635 milhões em royalties da “Trump Memecoin”, moeda lançada dias antes de sua posse e que, desde então, registrou queda acentuada em seu valor de mercado. Além disso, o presidente reportou mais de US$ 500 milhões em receitas provenientes da World Liberty Financial, uma corretora de criptomoedas fundada por seus filhos e pelos filhos de seu enviado especial, Steve Witkoff.

Os valores superam em quase 70% os US$ 600 milhões declarados em 2024, segundo o último relatório financeiro disponível. O documento também inclui milhões oriundos de empreendimentos imobiliários e itens temáticos com sua marca, embora a Casa Branca mantenha que tais ganhos não estão diretamente ligados ao exercício da presidência.

Casa Branca nega conflitos de interesse e celebra liderança global em cripto

Em resposta às críticas sobre possíveis conflitos de interesse, a vice-secretária de Imprensa da Casa Branca, Anna Kelly, reiterou que Trump transferiu seus negócios para um truste gerenciado por seus filhos e que “nem o presidente nem sua família jamais se envolveram — ou se envolverão — em conflitos de interesse”.

Kelly também destacou que o governo Trump teria orgulho de ter tornado os Estados Unidos “a capital mundial das criptomoedas”, embora não tenha apresentado detalhes sobre como a gestão presidencial contribuiu para esse feito. A declaração foi emitida após a divulgação do relatório, que, embora obrigatório, não esclarece o grau de influência do cargo público nos negócios privados do presidente.

Transparência financeira sob escrutínio: o que falta no relatório?

Analistas independentes questionam se o documento, por si só, é suficiente para afastar suspeitas de que a presidência possa ter beneficiado indiretamente os empreendimentos de Trump. O relatório, embora detalhado, não mapeia eventuais conexões entre políticas públicas e valorização de ativos privados, como as criptomoedas mencionadas. Especialistas em ética governamental argumentam que a ausência de uma auditoria externa independente deixa margem para interpretações conflitantes sobre a lisura dos ganhos declarados.