Retomada histórica após 11 anos de paralisação
A Petrobras oficializou, nesta quinta-feira (25 de junho de 2026), a retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN-III) em Três Lagoas (MS), empreendimento paralisado desde 2015. A assinatura dos contratos com as empresas vencedoras das licitações contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e outras autoridades, marcando um ponto de virada na política de reindustrialização nacional.
Investimento estratégico e impacto econômico
O projeto, orçado em mais de R$ 5 bilhões, prevê a geração de aproximadamente 8 mil empregos diretos e indiretos durante sua execução, com obras iniciando ainda em 2026 e conclusão estimada para 2029. Segundo declarações de Magda Chambriard, a retomada será imediata, com cronograma acelerado para mitigar atrasos históricos. A UFN-III, voltada à produção de ureia e amônia, figura como peça-chave na estratégia de redução da dependência brasileira de fertilizantes importados, sobretudo do mercado russo e chinês.
Consequências para o agronegócio e segurança alimentar
A unidade, quando operacional, deverá incrementar em até 20% a capacidade nacional de produção de fertilizantes nitrogenados, reduzindo a vulnerabilidade do setor agropecuário a flutuações cambiais e geopolíticas. Especialistas alertam, contudo, que o sucesso do empreendimento dependerá não apenas da conclusão das obras, mas também da estabilidade regulatória e logística para escoamento da produção. A Petrobras já sinalizou que priorizará contratos de longo prazo com cooperativas agrícolas para garantir demanda estável.
Contexto: Petrobras e a reindustrialização
Esta iniciativa integra o plano de expansão da estatal em setores estratégicos, após anos de foco em exploração de petróleo e gás. Recentemente, a empresa anunciou também investimentos em minerais críticos, como lítio e potássio, reforçando seu papel na cadeia de suprimentos da transição energética e da segurança alimentar. O governo federal, por sua vez, destacou o projeto como exemplo de parceria público-privada bem-sucedida, com potencial de atrair novos players para o segmento de fertilizantes no Brasil.

