DayNews
Notícias

Mato Grosso acelera regularização ambiental e amplia uso de tecnologia na gestão do meio ambiente

Missias
30 de junho de 2026 às 10:44
Compartilhar:
Mato Grosso acelera regularização ambiental e amplia uso de tecnologia na gestão do meio ambiente
Divulgação / DayNews
Secretária de Meio Ambiente destaca avanços na validação do Cadastro Ambiental Rural, investimentos em combate aos crimes ambientais e fortalecimento da proteção da fauna e das unidades de conservação

O avanço da transformação digital na gestão pública tem impulsionado a regularização ambiental em Mato Grosso e ampliado a eficiência dos serviços prestados pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). Com a implantação do sistema CAR Digital 2.0, o Estado multiplicou o número de validações do Cadastro Ambiental Rural (CAR), consolidando uma estratégia que, segundo a secretária Mauren Lazzaretti, é referência no país.

Implementada em junho do ano passado, a ferramenta automatizou etapas que antes dependiam exclusivamente de análise manual. Como resultado, Mato Grosso passou de pouco mais de 12 mil cadastros validados ao longo de sete anos para mais de 30 mil registros analisados após a adoção da nova plataforma.

Em entrevista, a secretária detalhou as principais ações desenvolvidas pelo Estado nas áreas de regularização ambiental, inovação tecnológica, fiscalização, prevenção aos incêndios florestais, proteção da fauna silvestre e gestão das unidades de conservação.

Regularização ambiental fortalece produção e amplia acesso ao crédito

Segundo Mauren Lazzaretti, a regularização ambiental permanece entre as prioridades da política pública estadual e coloca Mato Grosso em posição de destaque na implementação do Código Florestal.

“A regularização ambiental dos imóveis rurais sempre foi prioridade para o Estado de Mato Grosso. Estamos posicionados entre os estados mais evoluídos na implementação da regularização ambiental e reconhecidos, nacional e internacionalmente, como o Estado com a estratégia mais consistente. Temos inúmeras iniciativas que, juntas, acabam levando a implantação do Código Florestal desde o sistema até o campo. A mais inovadora dela é o CAR Digital 2.0 que permitiu escala na validação das informações ambientais dos imóveis rurais.”

Ela ressalta que a regularização também representa uma vantagem econômica para os produtores rurais, já que o Cadastro Ambiental Rural é requisito para financiamentos, comercialização da produção e acesso a linhas de crédito com condições mais vantajosas.

“O CAR é exigido por todas as instituições financeiras para financiamentos e empréstimos e também para a venda dos produtos produzidos nos imóveis rurais. Estar regularizado agrega valor e permite ao produtor ter acesso a crédito para incrementar a sua produção. Além de ter acesso a crédito, aquele que está regular tem planos diferenciados com juros reduzidos e isso permite a ele, obviamente, um desenvolvimento econômico diferenciado. Os planos econômicos hoje privilegiam aqueles que estão regulares do ponto de vista ambiental.”

Tecnologia amplia eficiência da gestão ambiental

A secretária afirma que a digitalização da administração pública foi determinante para elevar a capacidade operacional da Sema. Com a automatização de cruzamentos de dados do CAR, os servidores passaram a concentrar esforços em análises técnicas mais complexas.

“A decisão estratégica do Governo do Estado em transformar a gestão pública em uma gestão digital foi absolutamente essencial para que pudéssemos melhorar a prestação de serviço à sociedade. Na Sema, a realização de determinadas ações foi substituída por sistemas que fazem cruzamentos automáticos entre informações do CAR. Com a utilização dos sistemas, foi possível otimizar os nossos profissionais para o que realmente importa, que é a análise ambiental do empreendimento, seus impactos e as medidas mitigadoras que devem ser implementadas.”

Ela acrescenta que o investimento em tecnologia e na padronização de procedimentos consolidou um modelo de gestão voltado para resultados.

“Toda essa estratégia mostra que hoje o investimento em tecnologia, em padronização de procedimentos leva a uma gestão por resultado eficiente. Ela não seria possível sem a tecnologia com a realidade de Mato Grosso.”

Estado reforça planejamento para enfrentar incêndios e crimes ambientais

No combate ao desmatamento ilegal e aos incêndios florestais, Mauren Lazzaretti destaca que Mato Grosso estruturou um planejamento permanente, sustentado por investimentos superiores a R$ 380 milhões.

De acordo com a secretária, a estratégia inclui a criação de brigadas municipais, ações integradas com sindicatos rurais, manejo integrado do fogo e compartilhamento de informações por meio da plataforma da Sala de Situação do Batalhão de Emergências Ambientais.

“Hoje, o cenário é de um estado que tem um planejamento estratégico anual, investimentos que somam mais de R$ 380 milhões no combate aos ilícitos ambientais e de incêndios florestais. Também foram criadas as brigadas municipais, com os sindicatos e a implementação do manejo integrado do fogo, integrando inclusive os produtores rurais que hoje informam a suas estruturas de combate na plataforma da sala de situação do Batalhão de Emergências Ambientais.”

Ela avalia que o Estado chega preparado para enfrentar os desafios climáticos previstos para este ano.

“Consideramos que estamos preparados, tanto o poder público como a própria sociedade para o enfrentamento de 2026, já que nós temos um El Niño, um cenário climático que não é exclusivo de Mato Grosso, mas de toda a região Amazônica, do Brasil e de outros países, que demonstram cuidado especial. Esta organização estratégica vai permitir com que possamos mitigar os impactos das mudanças climáticas nesse cenário que é crítico para 2026 e que cada ano tem a sua peculiaridade.”

Proteção da fauna ganha novas estruturas especializadas

Na área de conservação da fauna, a secretária afirma que a atual gestão ampliou significativamente a atuação do Estado, fortalecendo o combate ao tráfico de animais silvestres, o atendimento a espécies vítimas de incêndios e atropelamentos e a recuperação da biodiversidade.

“Na atual gestão, nós realmente estruturamos a atuação do governo em relação à fauna silvestre, tanto no combate ao tráfico e descaminho de animais silvestres, como também no controle e no apoio as ações de saúde dos animais silvestres que são atingidos por incêndios florestais ou atropelamentos e outras adversidades.”

Entre os principais investimentos estão a conclusão do Centro Integrado de Proteção e Atendimento aos Animais (Cipam), localizado no quilômetro zero da Transpantaneira, e do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetras), em Cuiabá.

“Hoje nós temos em conclusão duas unidades importantes: o Cipam, no quilômetro zero da Transpantaneira, que é uma unidade que vai congregar a atuação do Corpo de Bombeiros, Batalhão Ambiental e Sema no atendimento aos animais; e o Cetras aqui em Cuiabá, que será um grande centro de triagem e o maior das américas com o objetivo de tratar dos animais silvestres, mas também colocá-los em quarentena para depois serem devolvidos, sempre que possível, ao ambiente natural.”

Unidades de conservação recebem investimentos em infraestrutura

Mauren Lazzaretti afirma que a política ambiental também contempla o fortalecimento das unidades de conservação estaduais, com investimentos em planejamento, infraestrutura e ordenamento do uso público.

“Todas essas ações obviamente têm um vínculo com a gestão das nossas unidades de conservação. Nós investimos muito na elaboração dos planos de manejo, no ordenamento do uso e na implantação de infraestrutura nas unidades de conservação para atendimento aos cidadãos, para que eles tenham segurança de visitar as unidades de conservação.”

( Com Clênia Goreth | Sema MT )