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Irã e Omã dão primeiro passo para administração conjunta do Estreito de Ormuz após acordo com EUA

Redacao
29 de junho de 2026 às 10:34
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Irã e Omã dão primeiro passo para administração conjunta do Estreito de Ormuz após acordo com EUA

Foto: Reprodução

Acordo de Washington como pano de fundo para a iniciativa

O vice-ministro iraniano das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, anunciou em sua conta no X (antigo Twitter) que Irã e Omã realizaram, em Mascate, a primeira sessão do comitê conjunto sobre o Estreito de Ormuz — uma via marítima de 56 km que concentra cerca de 20% do petróleo global transportado por via aquaviária. A reunião, ocorrida em 29 de junho de 2026, centrou-se em dois eixos: a salvaguarda dos direitos soberanos dos Estados costeiros do Golfo e a definição de um modelo de administração compartilhada do estreito, conforme disposto no memorando provisório assinado entre Teerã e Washington em meados de junho de 2026.

Estratégia regional e implicações geopolíticas

A iniciativa surge em um contexto de tensões recrudescidas na região, marcado pela retenção do petroleiro sul-coreano Universal Winner no Estreito de Ormuz — evento registrado em 10 de junho de 2026, quando o navio, após ser liberado, aportou em Ulsan, Coreia do Sul. Especialistas avaliam que a aproximação entre Irã e Omã sinaliza uma estratégia de consolidação de alianças locais para contrabalançar pressões externas, sobretudo após o acordo temporário com os EUA, que visa descomprimir o cenário de sanções e hostilidades mútuas.

Próximos passos e desafios na gestão do estreito

Embora o comunicado conjunto não tenha detalhado cronogramas ou mecanismos operacionais, fontes diplomáticas ouvidas pela ClickNews indicam que os países devem apresentar propostas concretas até setembro de 2026, incluindo a definição de normas para navegação, segurança marítima e alocação de recursos. A participação do Omã, tradicional aliado dos EUA no Golfo, mas também parceiro comercial do Irã, sugere um equilíbrio delicado: enquanto Teerã busca legitimar sua presença na via marítima, Mascate busca evitar isolamento em um cenário de reconfiguração de poder regional.