As telas já dominam o dia a dia de crianças e adolescentes, mas agora as escolas brasileiras estão correndo atrás do prejuízo. Um levantamento exclusivo do Cetic.br, realizado entre agosto de 2025 e abril de 2026, mostrou que oito em cada dez escolas — públicas e privadas — já discutem os impactos das tecnologias na saúde mental dos estudantes como prioridade.
O salto é impressionante: em 2024, apenas 62% das instituições tratavam do tema. Em um ano, o número pulou para 80% — um crescimento de 18 pontos percentuais. A pesquisa ouviu gestores de 2.404 escolas, incluindo 1.555 urbanas e 849 rurais.
Celulares, professores e projetos: o que mais preocupa as escolas?
Além da saúde mental, 83% das escolas já estabeleceram regras para o uso de celulares dentro das dependências. Para 78%, os impactos das tecnologias digitais na prática pedagógica dos professores também são tema central. E 65% das instituições desenvolveram projetos sobre educação digital, midiática e cidadania digital.
O dado mais alarmante? A pesquisa reforça que a fronteira entre o real e o virtual nunca esteve tão tênue — e as escolas, finalmente, estão acordando para os riscos.


