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Santa Catarina registra morte por Febre do Nilo Ocidental; SP tem dois casos

João Oliveira
25 de agosto de 2026 às 06:54
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Santa Catarina registra morte por Febre do Nilo Ocidental; SP tem dois casos

Divulgação/Imagem gerada por IA

Doença transmitida por pernilongos preocupa autoridades de saúde

Idosa morre em Imbituba após contrair o vírus

A Secretaria da Saúde de Santa Catarina confirmou a morte de uma idosa de 77 anos vítima da Febre do Nilo Ocidental. Segundo a pasta, o óbito ocorreu no dia 8 deste mês, na cidade de Imbituba, litoral sul do estado. Um homem de 56 anos, do município de Caçador, também foi infectado, mas evoluiu bem e recebeu alta hospitalar. Os locais onde ambos contraíram o vírus ainda são investigados pelas autoridades sanitárias.

Entenda como funciona a transmissão do vírus

A Febre do Nilo Ocidental é causada por um arbovírus, grupo que também reúne os vírus responsáveis pela dengue, zika, chikungunya e febre amarela. A transmissão ocorre principalmente pela picada de pernilongos do gênero Culex, não havendo registro de contágio entre humanos até o momento.

O vírus tem como principais hospedeiras algumas espécies de aves silvestres, podendo também infectar humanos, equinos, primatas não humanos e outros mamíferos — embora o papel exato desses animais no ciclo de transmissão ainda não esteja totalmente esclarecido pela ciência.

São Paulo confirma primeiros casos humanos da doença

O estado de São Paulo também confirmou, nesta segunda-feira (24), seus dois primeiros casos humanos da Febre do Nilo Ocidental. Segundo a Secretaria da Saúde, os pacientes são uma mulher de 34 anos, de Ribeirão Preto, e uma adolescente de 18 anos, de São José do Rio Preto.

A mulher, que havia viajado recentemente para a região amazônica, já recebeu alta médica. Já a adolescente permanece internada, enquanto equipes de vigilância epidemiológica seguem investigando o provável local de infecção de ambas.

Brasil registra casos da doença desde 2014

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina, o primeiro registro da Febre do Nilo Ocidental no país ocorreu em 2014. Desde então, 13 estados brasileiros já confirmaram casos da doença ao longo dos anos.

Maioria dos infectados não apresenta sintomas

A maior parte das pessoas infectadas pelo vírus não desenvolve sintomas. Cerca de 20% dos casos apresentam manifestações clínicas, geralmente leves, como febre, mal-estar, falta de apetite, náuseas, vômitos, dor de cabeça e muscular, dor nos olhos, manchas na pele e aumento dos gânglios linfáticos.

Em situações mais raras, a infecção também pode ocorrer por transfusão de sangue, transplante de órgãos, aleitamento materno e durante a gestação, da mãe para o feto.

Casos graves podem afetar o sistema nervoso

Em situações excepcionais, o vírus pode atingir o sistema nervoso central e provocar quadros mais graves, como encefalite, meningite e outras alterações neurológicas. Confusão mental, redução do nível de consciência, tremores e convulsões estão entre os principais sinais de alerta que exigem avaliação médica imediata, podendo demandar internação hospitalar.

Diagnóstico combina exames e avaliação clínica

O diagnóstico da doença combina avaliação clínica detalhada com exames laboratoriais específicos. Pessoas que apresentem sintomas compatíveis e que tenham estado em áreas com circulação do vírus, ou com exposição a mosquitos, devem informar essa condição ao serviço de saúde no momento do atendimento.

Atualmente, não existe vacina nem antiviral específico aprovado para uso em humanos contra a doença. O tratamento disponível é voltado ao controle dos sintomas, com medidas como repouso, hidratação adequada e acompanhamento médico constante.

Nos quadros mais graves, pode ser necessária internação, inclusive em unidade de terapia intensiva (UTI), com suporte respiratório, reposição de líquidos por via intravenosa e tratamento específico das complicações apresentadas.

Prevenção passa por controle de mosquitos

A principal forma de prevenção contra a Febre do Nilo Ocidental é a redução da exposição aos mosquitos transmissores. A Secretaria de Estado da Saúde recomenda o uso de repelente, roupas que cubram a maior parte do corpo e instalação de telas em portas e janelas residenciais. Também é fundamental eliminar recipientes e outros locais que possam acumular água parada, propícios à reprodução dos insetos.

Os cuidados de prevenção devem ser reforçados especialmente do entardecer ao amanhecer, período de maior atividade dos mosquitos Culex. A secretaria orienta ainda que a população evite o contato ou manuseio de animais encontrados mortos, medida adicional de segurança sanitária.