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Mulher é acusada de matar e cozinhar partes do corpo do filho de 4 anos na Austrália; caso expõe falhas na proteção infantil

Missias
7 de julho de 2026 às 12:43
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Mulher é acusada de matar e cozinhar partes do corpo do filho de 4 anos na Austrália; caso expõe falhas na proteção infantil

Reprodução

Mãe da criança teria procurado a polícia e confessado o crime; autoridades de Nova Gales do Sul investigam se denúncias anteriores poderiam ter evitado a morte

Crime chocou cidade australiana

Uma mulher de 32 anos foi acusada de matar o próprio filho, de 4 anos, em um caso que provocou comoção na Austrália e abriu uma nova discussão sobre a atuação dos serviços de proteção à infância. O crime ocorreu no sábado (4), em Wyong, no estado de Nova Gales do Sul.

De acordo com as autoridades australianas, a suspeita se apresentou espontaneamente a uma delegacia e relatou o que teria ocorrido. Após a confissão, policiais foram até o apartamento onde mãe e filho moravam e encontraram a criança morta.

Polícia apura circunstâncias da morte

Em um primeiro momento, a polícia informou que o menino apresentava ferimentos graves em um dos braços e que investigava a possibilidade de canibalismo. A hipótese ganhou força depois que a própria mulher teria declarado que cozinhou partes do corpo da criança.

Peritos coletaram amostras de saliva, sangue e material das unhas da suspeita para confrontar as informações prestadas por ela às autoridades. Por determinação legal, os nomes da mãe e da criança não foram divulgados.

Denúncias anteriores reacendem cobrança por respostas

A morte do menino também colocou sob pressão os órgãos responsáveis pela proteção infantil em Nova Gales do Sul. Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, a família já havia sido mencionada em diversas denúncias encaminhadas ao Departamento das Comunidades e Justiça do estado.

Relatos de vizinhos apontavam preocupação com o ambiente em que a criança vivia. Entre os registros, havia menções a episódios de violência e uso de drogas. A mãe da suspeita também teria solicitado anteriormente uma ordem judicial contra a filha.

Governo diz que vai revisar atuação do sistema

Kate Washington, ministra das Comunidades e da Família de Nova Gales do Sul, confirmou que o departamento recebeu várias notificações envolvendo a criança antes da morte. Segundo o The Guardian, a denúncia mais recente relacionada à família havia sido registrada há 18 meses.

“Hoje, muitas pessoas em Nova Gales do Sul se perguntam como isso aconteceu e se poderia ter sido feito mais para proteger essa criança. Queremos entender se havia algo que poderíamos ter feito de forma diferente para oferecer mais proteção”, afirmou a ministra.

A acusada compareceu ao tribunal no domingo e não solicitou liberdade mediante fiança. Ela deverá voltar a se apresentar ao tribunal local de Wyong no dia 1º de setembro.