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Max Russi rejeita cobrança de pedágio em rodovias que ligam Livramento a Poconé

Missias
15 de julho de 2026 às 14:44
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Max Russi rejeita cobrança de pedágio em rodovias que ligam Livramento a Poconé

© Rodrigo Prates/ALMT

Presidente da Assembleia Legislativa afirma que eventual tarifa comprometeria a agricultura familiar, elevaria custos para moradores e poderia reduzir a atividade turística na região pantaneira

Parlamentares contestam proposta de concessão

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), manifestou-se contra a eventual implantação de pedágio no trajeto entre Nossa Senhora do Livramento e Poconé. A possibilidade de cobrança foi debatida durante a sessão plenária desta quarta-feira (15), após deputados demonstrarem preocupação com os efeitos econômicos e sociais da medida.

Segundo Russi, a transferência dos trechos rodoviários à iniciativa privada atingiria uma região marcada pela presença de pequenos produtores rurais, comunidades tradicionais e empreendimentos ligados ao turismo pantaneiro. Para o parlamentar, a tarifa não traria benefícios proporcionais aos custos impostos à população.

“De Livramento a Poconé é uma região de pequenos agricultores, região de Pantanal, do turismo. Não tem lógica esse pedágio, não irá agregar para o Estado, só irá prejudicar a população e criar um transtorno muito grande. O prefeito de Livramento me ligou preocupado com isso”, declarou, ao mencionar contato com o prefeito de Nossa Senhora do Livramento, Dr. Thiago (União Brasil).

Trechos foram incluídos em programa estadual de concessões

A discussão começou após o governo de Mato Grosso anunciar a inclusão de 124,83 quilômetros das rodovias MT-060 e MT-451 no Lote F da segunda etapa do Programa de Concessões Rodoviárias 2023-2026.

O modelo apresentado previa a entrega da administração e da manutenção das vias à iniciativa privada, medida que poderia resultar na instalação de praças de pedágio ao longo do percurso.

Max Russi defendeu uma atuação conjunta do Legislativo para impedir que a proposta avance. O deputado argumentou que os investimentos em infraestrutura devem estimular o desenvolvimento econômico da região, sem impor novos encargos a produtores e famílias que utilizam diariamente as rodovias.

“Nós temos que nos posicionar enquanto Assembleia Legislativa porque realmente não podemos aceitar. Nós precisamos fazer asfalto para atender uma região que precisa ser desenvolvida. Região de pequenos produtores que não têm condições de arcar com o custo de pedágio. Então vamos, o Fábio, o Júlio, outros deputados que estão se manifestando, vamos enquanto Assembleia Legislativa estar ao lado da população para não aceitar que esse pedágio se instale naquela rodovia”, afirmou.

Governo sinaliza suspensão do processo

Diante da reação dos parlamentares e das manifestações de moradores, o deputado Diego Guimarães (Republicanos), integrante da base governista, informou que o Executivo estadual deverá interromper, temporariamente, o andamento da proposta.

O governo também cancelou a audiência pública virtual marcada para 21 de julho, na qual seriam discutidas a concessão das rodovias e a eventual implantação da cobrança.

Além das populações de Nossa Senhora do Livramento e Poconé, o projeto poderia atingir diretamente moradores, comerciantes e produtores rurais das comunidades de Cangas, Chumbo, Campina de Pedra e Figueira, que dependem das estradas para o transporte de mercadorias e o acesso a serviços essenciais.

 

( Com Luiza Vieira |ALMT )