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Meta desativa recurso polêmico do Instagram que usava fotos de usuários para criar imagens com IA

Redacao
14 de julho de 2026 às 18:06
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Meta desativa recurso polêmico do Instagram que usava fotos de usuários para criar imagens com IA

© Meta

O fim de um experimento controverso no ecossistema Meta

A Meta encerrou, em 14 de julho de 2026, o funcionamento do Muse Image, recurso de geração de imagens por IA que permitia aos usuários criar novas ilustrações a partir de fotos públicas de perfis do Instagram. A suspensão ocorreu após menos de um mês de lançamento oficial, em 15 de junho de 2026, quando a ferramenta já enfrentava reações adversas por sua abordagem invasiva de uso de dados pessoais.

A funcionalidade que gerou polêmica: como o recurso operava

O Muse Image, integrado ao Meta AI, oferecia duas modalidades de geração: criação de imagens a partir de prompts textuais ou manipulação de fotos enviadas pelo próprio usuário. No entanto, uma função não documentada permitia aos usuários mencionar perfis do Instagram (via @) para extrair imagens públicas dos respectivos perfis, potencializando o risco de uso indevido de conteúdo protegido. A Meta confirmou que a ferramenta, inicialmente projetada como auxílio criativo, não obteve adesão significativa, com menos de 0,5% dos usuários ativos do Meta AI testando-a.

Pressão regulatória e insatisfação de usuários impulsionam decisão

O desligamento do recurso ocorreu em meio a um cenário de crescente escrutínio sobre práticas de IA nas redes sociais. A decisão da Meta alinha-se a um movimento mais amplo de revisão de políticas, após denúncias de organizações de defesa de direitos digitais, como a Electronic Frontier Foundation (EFF), que classificou a ferramenta como ‘uma violação sistemática da privacidade’. Além disso, dados internos da empresa indicavam que apenas 12% dos usuários que testaram a funcionalidade a consideraram ‘útil’, enquanto 45% a classificaram como ‘invasiva’.

Impacto no ecossistema de IA e lições para o setor

A suspensão do Muse Image reacende debates sobre a responsabilidade de empresas de tecnologia no desenvolvimento de ferramentas de IA, especialmente aquelas que interagem com dados pessoais. Especialistas, como a pesquisadora Marina Silva (FGV-Direito), destacam que o episódio evidencia a necessidade de ‘mecanismos robustos de consentimento explícito’ antes do lançamento de recursos tão sensíveis. A Meta, por sua vez, afirmou que está revisando seus protocolos de avaliação de riscos para novos produtos de IA, embora não tenha divulgado se outras funcionalidades semelhantes serão desativadas.