Ministro da Fazenda quer medir o “real impacto” da medida no futebol
Reunião deve ocorrer no início da próxima semana
O governo federal deve reunir dirigentes dos clubes da Série A do Campeonato Brasileiro para discutir o fim da operação das casas de apostas online no país, as chamadas bets. A expectativa é que o encontro ocorra na próxima semana, mas, segundo o executivo de um grande clube paulista, a data ainda não foi definida em razão da reta final da campanha eleitoral. O objetivo, de acordo com o ministro da Fazenda, é entender o “real impacto” da medida para as agremiações. Dos 20 clubes da elite nacional, apenas seis não exibem marcas de apostas em suas camisas.
Decisão por decreto surpreendeu clubes e operadoras
Segundo o executivo, a decisão de encerrar as atividades das bets no Brasil pegou clubes e empresas de surpresa. “Estávamos acompanhando os discursos sobre o fim das bets, mas ninguém no setor imaginou que seria feito por meio de decreto e sem ouvir nenhuma das partes envolvidas”, disse o dirigente.
Bets inflacionaram mercado de patrocínio esportivo
A presença das casas de apostas nas camisas do futebol brasileiro inflacionou o mercado de patrocínio esportivo e afastou interessados de outros segmentos. Um exemplo dessa “inflação das bets” é o contrato da Sportingbet com o Palmeiras, fechado em R$ 170 milhões anuais, valor muito acima dos R$ 80 milhões que a patrocinadora anterior pagava, segundo estimativas.
Contratos bilionários também atingem Flamengo e CBF
Atualmente, o contrato entre o Flamengo, clube de maior torcida do país, e a Betano gira em torno de R$ 220 milhões por ano, montante que aumenta conforme a equipe conquista títulos. A Betano também patrocina o Campeonato Brasileiro, o que deve gerar impacto adicional nas contas da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).




