Congresso promulga PEC que acaba com escala 6×1, mas que pode ser o começo de uma nova era para quem estiver disposto a investir em produtividade.
A jornada máxima de trabalho será reduzida para 40 horas semanais, sem redução do salário, de todos os trabalhadores CLT. A partir de agora, começam a contar os prazos para implementação das mudanças.
É uma medida descabida nesse momento, medida eleitoreira, assim como tantas outras, mas com décadas atuando em Consultoria e Treinamento eu acredito que não é o fim do mundo. Tem ruído demais e iniciativa de menos.
Em vez de ficar se queixando, acredito que as empresas deveriam, aproveitarem a oportunidade para investir no aumento de produtividade do seu time e capacitar esses trabalhadores para serem mais produtivos.
Afinal, todos sabemos que a produtividade do trabalhador brasileiro é uma das mais baixas do mundo e talvez esse choque pode ajudar a o pessoal sair da zona de conforto e acordar para começar investir em algo que raramente investem: produtividade. Uma medida infalível para redução de despesas e pode suprir em larga escala a redução de jornada.
Também basta observar que já existem centenas de milhares de empresas trabalhando com jornada 5×2 há muitas décadas.
Não precisa ir muito longe, basta sair nas ruas no sábado para observar que a quantidade de veículos circulando é infinitamente menor que no decorrer de segunda a sexta-feira.
No transporte coletivo há uma redução de 60% da frota aos sábados, afinal nesse dia tem muito menos passageiros indo para o trabalho.
Nos meu tempo tive cinco empregos entre 1975 e 1994, sendo que em quatro deles eram jornada 5×2, inclusive, o primeiro. Apenas no período que trabalhei no Hospital Evangélico de Curitiba, 1977/78 eu tinha jornada 6×1, com período integral no sábado, ou seja, semana de 48 horas.
O que está faltando é uma mentalidade por parte da maioria dos empregadores, para capacitar seus trabalhadores a fim de aumentar a produtividade do time.
Mas com frequência perguntam por que fazer treinamento?
Oras bolas, porque incompetência custa caro e treinamento estratégico pode salvar o seu negócio.
O termo competência no sentido de “SABER FAZER”. Alguém que sabe fazer deve assumir o compromisso de ensinar quem não sabe. O objetivo deve ser enfoque em métodos práticos, simulando contextos reais para deixar os trabalhadores aptos para lidar com situações do dia a dia com autonomia para resolução de problemas. Lembrando que isso, por si só já melhor a produtividade.
Por isso, treinar pessoas sempre foi e será uma necessidade permanente.
Henry Ford (Ford Company), dizia que há uma coisa pior do que treinar colaboradores e eles partirem. É não treiná-los e eles permanecerem.
E o professor Dereck Bok (ex-reitor de Harvard) disse que se você acha que o treinamento é caro. Experimente a ignorância.
E a maioria dos empregadores já experimentaram, mas parece que não compreenderam que produtividade se faz com treinamento de pessoal, que deve integrar o Planejamento anual de qualquer organização, para atingir os seus objetivos.
Treinamento deve começar pelo topo, na Administração ou DONOS e sócios e não pela base, como temos observado.
Mas, o conceito de treinamento pode assumir vários significados.
No passado era apenas um meio de adequar a pessoa ao seu cargo e desenvolver a força de trabalho da organização a partir do simples preenchimento de cargos.
Mais recentemente, o conceito foi ampliado para considerar o treinamento como um meio para melhorar o desempenho no cargo.
Ou seja, quase sempre o treinamento tem sido entendido como o processo pelo qual a pessoa é preparada para desempenhar as tarefas específicas do cargo que deve ocupar.
Mas na Era do Conhecimento o treinamento é considerado um meio de desenvolver competências nas pessoas para que elas se tornem mais produtivas, criativas e inovadoras e se tornar cada vez mais valiosas, a fim de contribuir melhor para os objetivos da empresa.
Nesses termos, o treinamento é fonte de lucratividade ao permitir que as pessoas contribuam para os resultados do negócio.
É uma forma eficaz de agregar valor às pessoas, à organização e consequentemente aos clientes.
Treinamento enriquece o patrimônio humano das organizações e é responsável pela formação do capital intelectual da empresa.
Um indivíduo sem informações não pode assumir responsabilidades. Em compensação, um indivíduo que recebeu informações não pode deixar de assumir responsabilidades.
Cuidado para não confundir treinamento apenas com realização de cursos e proporcionar informação. Treinamento vai muito mais longe: Significa atingir o nível de desempenho almejado pela empresa, por meio do desenvolvimento contínuo das pessoas.
Para tanto, é preciso criar e desenvolver o hábito interno de valorizar o aprendizado e comprometimento com as mudanças, inclusive a produtividade.
Treinamento pode ser um círculo vicioso no sentido de zerar carências de treinamento e voltar ao estágio inicial, pois foi imaginado conforme as necessidades do passado
Em tempos de mudança e inovação, na Era do Conhecimento o treinamento precisa ser acrescido de novas habilidades e competências para garantir a sobrevivência e a competitividade da empresa para o futuro, incluindo os Novos Cenários Econômicos.
É nessa altura do campeonato que nós entramos no jogo. Nosso objetivo é treinar pessoas não apenas para exercer suas funções com competência, mas para agregar valor real a si mesmas e à organização. Queremos preparar profissionais para crescerem junto com o negócio e alcançarem voos mais elevados, otimizando o tempo, os Talentos Humanos e os recursos tecnológicos.
Treinamento é fundamentado em práticas de mercado bem-sucedidas no desenvolvimento de equipes de Alto Desempenho em diversos segmentos. Nossa metodologia atua com foco claro em três pilares fundamentais, respeitando rigidamente esta ordem: Talentos Humanos, processos e tecnologia.”
Um indivíduo será competente na sua função se for treinado, capacitado para executá-la com liberdade para aperfeiçoar a execução e aí a produtividade aparece. Mas ele precisa saber o porquê de estar fazendo e como está fazendo, não pode ser robotizado, que faz a coisa certa porque foi programado para isso, mas não sabe o porquê de estar fazendo.
Compreender que não é uma “uma mera imposição” da empresa, mas porque esse é procedimento correto para atingirmos os resultados. E sem essa compreensão o trabalhador não terá estímulos para ser produtivo e tão pouco preocupado com a qualidade.
Portanto, os senhores empresários podem muito bem virar o jogo e fazer do limão uma limonada.
Essa é hora da virada para aqueles que almejam progredir, mesmo com os contratempos e os que estiveram dispostos a fazer um esforço e investir em capacitação do seu time para duplicar a produtividade e não sentirão saudade da jornada 6×1.

Consultor e Gestor de treinamento corporativo
Graduado em Administração, com pós-graduação em Gestão de Custos e MBA em Gestão Tributária, Fiscal e Trabalhista.
Empreendedor desde 1994 e atualmente atua também na docência acadêmica como professor e Coordenador de duas turmas de MBA DE GESTÃO ESTRATÉGICA TRIBUTÁRIA & FISCAL, com foco na Reforma Tributária.




