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Especialistas detalham níveis de autismo em entrevista ao CNN Sinais Vitais: entenda as diferenças e desafios

Redacao
21 de junho de 2026 às 06:01
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Especialistas detalham níveis de autismo em entrevista ao CNN Sinais Vitais: entenda as diferenças e desafios

Foto: Redação Central – Reprodução

Classificação do autismo: do nível 1 ao 3, conforme DSM-5

O autismo é estruturado em três níveis de suporte pelo Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-5), manual de referência publicado em 2013. Essa classificação, detalhada pela psiquiatra Daniela Bordini em entrevista ao programa CNN Sinais Vitais na última quarta-feira (18/06), estabelece uma escala proporcional à necessidade de auxílio para atividades cotidianas. Quanto maior o número, maior a dependência do indivíduo em áreas como comunicação, interação social e autonomia.

Nível 3: alta dependência e suporte ininterrupto

No extremo mais severo da escala, o nível 3 congrega indivíduos com alta necessidade de suporte, muitos dos quais não verbais e com deficiência intelectual associada. Bordini destacou que, nessa categoria, os pacientes geralmente requerem assistência 24 horas para realizar tarefas básicas, refletindo a complexidade de seus quadros clínicos. A especialista enfatizou que a intervenção precoce e multidisciplinar é crucial para minimizar limitações.

Nível 1: desafios sutis e autonomia relativa

No polo oposto, o nível 1 — anteriormente denominado “autismo leve” — abarca indivíduos com menor dependência, embora ainda enfrentem dificuldades em habilidades sociais e comportamentais. Bordini pontuou que, apesar de preservarem certa independência, esses pacientes podem necessitar de estratégias adaptativas para lidar com ambientes não estruturados. A especialista ressaltou que o suporte nesse grau foca em desenvolver estratégias compensatórias, como a terapia cognitivo-comportamental.

Impacto familiar e lacunas no atendimento

A psiquiatra também abordou os desafios enfrentados por adultos com autismo, especialmente aqueles com níveis 2 e 3, que muitas vezes carecem de políticas públicas específicas para sua inclusão no mercado de trabalho e na sociedade. Segundo Bordini, a transição para a vida adulta agrava a escassez de serviços especializados, expondo uma realidade onde a dependência familiar persiste ou até aumenta com o passar dos anos.