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Copa do Mundo 2026 nos EUA: 5 regras que torcedores brasileiros não podem ignorar

Redacao
21 de junho de 2026 às 11:42
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Copa do Mundo 2026 nos EUA: 5 regras que torcedores brasileiros não podem ignorar

Foto: Joyce Canelle

Torcida verde-amarela sob vigilância: o que a lei americana proíbe

Desde o início da Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos, os torcedores brasileiros têm se destacado pela vibração nas ruas, especialmente com a mobilização do Movimento Verde Amarelo Brasil (MVA), que reúne centenas de pessoas em pontos estratégicos das cidades-sede antes dos jogos da Seleção. Com bandeiras, cantos e instrumentos musicais, a torcida tem viralizado nas redes sociais e chamado a atenção de moradores e turistas internacionais. No entanto, a animação deve ser contida por limites legais que, se desrespeitados, podem resultar em multas, apreensões ou até prisão.

O cenário atual — com mais de 500 torcedores reunidos em média por evento — reflete a paixão brasileira, mas também expõe uma realidade pouco discutida: as leis americanas são rígidas em relação a condutas públicas durante eventos esportivos. O que para muitos é apenas uma celebração espontânea pode ser interpretado como infração penal em solo estadunidense. Por isso, quem já está nos EUA ou planeja viajar para acompanhar os jogos precisa revisar as regras locais com urgência.

Consumo de álcool em vias públicas: uma linha tênue entre festa e crime

Em diversas cidades-sede da Copa do Mundo 2026, como Los Angeles, Nova York e Dallas, o consumo de bebidas alcoólicas em espaços públicos é expressamente proibido. Enquanto no Brasil é comum ver torcedores com garrafas de cerveja em estádios ou comemorações de rua, nos EUA essa prática é passível de multa — que pode chegar a US$ 250 em algumas localidades. Em casos de embriaguez pública ou perturbação da ordem, a situação pode escalar para prisão por public intoxication ou disorderly conduct.

O risco é ainda maior em áreas próximas a estádios ou pontos de concentração de torcidas, onde as forças de segurança costumam monitorar o consumo. Torcedores que desrespeitam a regra podem ter suas bebidas confiscadas e, em situações extremas, serem detidos temporariamente até a redução da embriaguez.

Queima de fogos e barulho excessivo: quando a comemoração se torna ilegal

Outro costume brasileiro que encontra barreiras nos EUA é a queima de fogos de artifício. Enquanto no Brasil a tradição é disseminada durante datas festivas, nos Estados Unidos a maioria dos estados proíbe o uso particular de fogos, exceto em ocasiões específicas e com autorização prévia. Durante a Copa do Mundo, a fiscalização tende a ser mais rigorosa, especialmente em áreas residenciais ou próximas a locais de grande circulação.

Além disso, o barulho excessivo — como buzinas, apitos ou cantos em volume elevado — pode ser enquadrado como noise violation, uma infração que, dependendo da cidade, pode acarretar multas de até US$ 1.000. Em Nova York, por exemplo, a legislação é clara: após as 22h, qualquer som considerado perturbador pode gerar penalidades. Para torcedores que planejam pernoitar em hotéis ou Airbnbs, é recomendável checar as regras do município, pois algumas localidades impõem restrições adicionais.

Transportes públicos e bloqueios viários: o que a organização da Copa permite

A mobilidade durante a Copa do Mundo nos EUA também exige atenção redobrada. Em cidades como Atlanta e Filadélfia, o uso de veículos para bloquear ruas ou organizar caravanas de torcida é considerado crime de trânsito grave. A polícia local tem autoridade para multar motoristas e, em casos de obstrução intencional, apreender veículos. Torcedores que pretendem se deslocar em grupo devem priorizar aplicativos de transporte ou ônibus oficiais — que, aliás, terão rotas ampliadas durante os jogos.

Outro ponto crítico é o transporte de objetos considerados perigosos, como glitter spray ou latas de tinta, que são frequentemente apreendidos em aeroportos e pontos de fiscalização. A TSA (Agência de Segurança de Transportes dos EUA) alerta: itens que possam ser usados para vandalismo ou obstrução serão confiscados, independentemente da intenção do portador.

Penalidades e consequências: da multa à deportação

As consequências para quem descumprir as regras americanas vão além de prejuízos financeiros. Em casos de reincidência ou infrações graves — como agressão a terceiros ou danos a propriedade pública —, estrangeiros podem ser deportados ou ter seu visto de entrada revogado. A Polícia de Fronteiras dos EUA (ICE) já emitiu comunicados reforçando que torcedores com histórico criminal ou que cometerem delitos durante o evento terão seus casos analisados com rigor.

Para evitar transtornos, especialistas recomendam: 1) Consultar o site da prefeitura da cidade de destino para checar leis locais; 2) Evitar carregar objetos não autorizados em passeios; 3) Designar um motorista sóbrio se o grupo planeja consumir bebidas alcoólicas; 4) Respeitar os horários de silêncio noturno; 5) Priorizar a compra de ingressos oficiais e evitar revendedores não credenciados.

Com a Seleção Brasileira buscando o hexacampeonato, a preocupação com a segurança jurídica deve ser tão grande quanto a expectativa por gols. Afinal, a última coisa que um torcedor verde-amarelo quer é ver a festa transformada em uma lição de direito internacional nos EUA.