Deputado mobiliza Comissão de Saúde, equipes médicas e setor de comunicação da Assembleia Legislativa para identificar potenciais doadores, ampliar a fila de pacientes aptos e reduzir a espera por procedimentos.
Nova mobilização busca fortalecer programa estadual
Após participar diretamente das articulações que viabilizaram a retomada dos transplantes em Mato Grosso, o deputado estadual Dr. João (MDB) iniciou uma nova etapa de mobilização para ampliar o alcance do programa, estimular a doação de órgãos e garantir maior agilidade no atendimento aos pacientes.
As medidas foram apresentadas nesta terça-feira (14), durante reunião ordinária da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
Um dia antes, o parlamentar recebeu em seu gabinete representantes da Secretaria de Comunicação da Casa para discutir a elaboração de uma campanha estadual de conscientização. A previsão é que a iniciativa seja lançada em outubro, com divulgação em emissoras de televisão, rádios, plataformas digitais e outros canais de comunicação.
“Os transplantes estão acontecendo em Mato Grosso, mas ainda em ritmo abaixo do necessário. Precisamos estimular a doação e, ao mesmo tempo, corrigir alguns pontos importantes do processo”, afirmou.
Número de pacientes cadastrados preocupa
De acordo com Dr. João, uma das principais dificuldades enfrentadas pelo sistema está relacionada à baixa quantidade de pacientes formalmente incluídos na fila de transplantes.
O deputado defende que clínicas, hospitais e demais unidades de saúde encaminhem à Central Estadual de Transplantes os pacientes que apresentam condições clínicas para receber um órgão e realizar o procedimento de forma segura.
Mato Grosso reúne atualmente quase 3 mil pessoas submetidas à hemodiálise. Na avaliação do parlamentar, parte desse público pode ter indicação para um transplante renal, o que torna necessária a ampliação das avaliações médicas e dos processos de cadastramento.
Busca ativa por doadores deve ser permanente
Outra prioridade apresentada pelo deputado é o fortalecimento da busca ativa por potenciais doadores nos hospitais públicos e privados.
Somente Cuiabá e Várzea Grande concentram aproximadamente 200 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), além das estruturas hospitalares disponíveis nos maiores municípios do interior do estado. Para Dr. João, a comunicação entre essas unidades e a Central de Transplantes precisa ocorrer de maneira contínua.
“Essas unidades devem informar diariamente se existe algum possível doador. A partir disso, a equipe da Central pode ir até o hospital, avaliar o paciente e abrir o protocolo necessário. Esse trabalho pode significar uma nova chance de vida para quem está esperando”, explicou.
A intensificação desse acompanhamento poderá ampliar a identificação de órgãos provenientes de pacientes com diagnóstico de morte encefálica, desde que sejam cumpridos todos os critérios médicos e legais exigidos.
Transplantes renais foram retomados em Cuiabá
O programa estadual de transplantes voltou a operar há cerca de um ano, após uma série de articulações envolvendo o Governo de Mato Grosso, profissionais de saúde e representantes do Poder Legislativo.
Depois de entraves enfrentados no início da retomada, os transplantes renais passaram a ser realizados no Hospital São Mateus, em Cuiabá.
Dr. João visitou recentemente a unidade e também recebeu em seu gabinete uma médica integrante da equipe transplantadora. Nesta terça-feira, a profissional participava da retirada de um fígado que seria encaminhado ao Sistema Nacional de Transplantes, uma vez que Mato Grosso ainda não realiza cirurgias hepáticas.
“Quando um órgão é doado, uma família transforma um momento de dor em esperança para outra pessoa. Precisamos tratar esse tema com sensibilidade, informação e responsabilidade, porque a doação tem o poder de salvar vidas”, ressaltou.
Procedimentos com doadores vivos devem avançar
A programação do sistema também prevê a realização de novos transplantes com órgãos provenientes de doadores vivos. Paralelamente, o reforço da busca ativa deverá contribuir para aumentar a disponibilidade de órgãos de pessoas com morte encefálica confirmada.
Segundo o deputado, o avanço do programa depende ainda de uma maior aproximação entre a Central de Transplantes e os médicos responsáveis pelos procedimentos cirúrgicos. A integração deverá assegurar melhores condições de trabalho, comunicação eficiente e estrutura adequada para a atuação das equipes.
“Estamos satisfeitos com a retomada, mas sabemos que ainda há muito a fazer. Nosso objetivo é oferecer esperança, atendimento e dignidade às pessoas que aguardam por um órgão em Mato Grosso”, disse Dr. João.
( Com Wesley Santiago | ALMT )


