Após cinco semanas de recuo, custo médio avançou 1,33% e chegou a R$ 847,39; tomate e café puxaram o aumento, enquanto feijão registrou nova redução
O custo da cesta básica voltou a avançar em Cuiabá na terceira semana de agosto, interrompendo uma sequência de cinco semanas consecutivas de queda. Levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) aponta alta de 1,33% no período.
Com a variação, o preço médio da cesta passou de R$ 836,28, apurados em 12 de agosto, para R$ 847,39.
Mesmo com a elevação observada na semana, os preços dos itens essenciais continuam apresentando comportamentos distintos. Enquanto alguns alimentos ficaram mais caros, outros registraram redução.
Na comparação com igual período de 2025, entretanto, o conjunto de produtos permanece 6,02% mais caro. Há um ano, o valor médio da cesta era de R$ 799,24.
O presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves, o Tião da Zaeli, avaliou que as oscilações reforçam a necessidade de o consumidor acompanhar individualmente as variações dos alimentos.
“Depois de cinco semanas de queda, tivemos uma alta pontual na cesta básica. Esse movimento mostra que os preços dos alimentos continuam sujeitos a fatores como oferta, período de safra e entressafra e condições de produção. Para o consumidor, acompanhar essas variações é importante para buscar melhores preços e organizar o orçamento familiar”, afirmou.
Tomate lidera reajustes e sobe quase 14%
Entre os itens pesquisados, o tomate foi o principal responsável pela pressão sobre o custo da cesta. O produto apresentou aumento de 13,92% em apenas uma semana e passou a ser comercializado, em média, por R$ 7,42 o quilo.
Em relação ao mesmo período do ano passado, o preço está 2,28% maior.
Segundo o IPF-MT, a redução da disponibilidade do produto no mercado, em razão do encerramento do período de safra, pode ter contribuído para o avanço observado nas gôndolas.
Café também encarece, mas permanece abaixo do valor de 2025
Outro produto que voltou a subir foi o café. O pacote de 500 gramas registrou valorização de 3,67% na semana, alcançando preço médio de R$ 28,74.
A análise aponta que o movimento pode estar relacionado ao período de entressafra dos cafezais, quando a menor disponibilidade do produto tende a exercer pressão sobre os preços.
Apesar do reajuste recente, o café ainda custa menos do que no mesmo período de 2025. Na comparação anual, o valor atual está 14,97% abaixo do observado há um ano.
Maior oferta derruba preço do feijão
Em sentido contrário ao movimento da cesta, o feijão voltou a apresentar redução. O preço médio do quilo caiu 3,73% na semana e chegou a R$ 8,69.
A retração pode estar associada ao pico da safra, período caracterizado pelo aumento da oferta do grão no mercado e, consequentemente, por maior pressão para a diminuição dos preços ao consumidor.
Mesmo com a queda registrada nas últimas semanas, o feijão continua significativamente mais caro na comparação anual. O valor atual supera em 40,98% o registrado no mesmo período de 2025.


