O que é joelho do saltador?

Por Dr. Fellipe Ferreira Valle*

          Trata-se de uma inflamação do tendão patelar, que é a estrutura que conecta a patela, ou a antiga rótula, à  chamada tuberosidade anterior da tíbia. Geralmente essa lesão é ocasionada por movimentos repetitivos, que desgastam o tendão.

A locomoção é realizada pela combinação de movimentos das pernas. Dois mecanismos básicos são: a contração muscular e a dissipação da força. Quando essa força de retorno se concentra no joelho e não nas demais articulações, ocorre sobrecarga nas estruturas e isso pode levar à inflamação.

A atividade que mais causa a tendinite patelar é o salto realizado excessivamente. Outras atividades que também podem causar são correr, caminhar e andar de bicicleta, todas quando realizadas de maneira intensiva.

Quando o indivíduo possui peso corporal maior que indicado, há também maior tensão sobre a área. Afinal, o joelho já é uma região que sofre pressão constante, pois sustenta todo o tronco. Com a silhueta acima do peso, esse impacto se torna ainda maior, exigindo muito da perna a cada movimento.

Os sintomas mais frequentes são:

  • Dor e sensibilidade abaixo da patela;
  • Aumento de volume local;
  • Dor ao saltar, correr ou caminhar, especialmente em ladeira ou escada abaixo;
  • Dor ao dobrar ou esticar a perna;

O diagnóstico é feito pelo ortopedista que realiza o exame semiológico e pode ou não pedir exames complementares.

     E o tratamento é realizado com:

  • Aplicação de compressas de gelo;
  • Uso de medicamentos antiinflamatórios;
  • Fisioterapia;
  • Uma faixa chamada tira infrapatelar pode ser colocada no local com objetivo de amparar o tendão patelar, reduzindo a sobrecarga durante a atividade física;

Técnicas mais modernas de tratamento incluem uso de terapias por ondas de choque e infiltrações na lesão guiadas por ultrassonografia. Nesse caso pode ser utilizado o plasma rico em plaquetas ou medicações antiinflamatórias. O plasma rico em plaquetas (PRP) é um concentrado de plaquetas obtido a partir do sangue autógeno do paciente. As plaquetas representam o componente mais importante quando o objetivo é a modulação cicatricial, apresentando propriedades antiinflamatórias e regenerativas.

Durante a recuperação, o esporte ou a atividade anteriormente praticada, devem ser mudados para outros mais leves. Por exemplo: Nadar, ao invés de jogar basquete.

O objetivo da reabilitação é que o retorno do paciente ao esporte aconteça o mais breve e seguramente possível. O retorno precoce poderá agravar a lesão, o que pode levar a um dano permanente.

Caso queiram saber mais sobre o assunto, entrem em contato através dos canais abaixo que teremos o maior prazer em atender.

*Fellipe Ferreira Valle é médico, formado pela Faculdade de medicina de Teresópolis- RJ. Fez residência e duas especializações em ortopedia e traumatologia (cirurgia do joelho e cirurgia de ombro e cotovelo )na Santa Casa de Belo Horizonte – MG, Membro da diretoria da sociedade brasileira de ortopedia e traumatologia- MT, sócio fundador da associação brasileira de ultrassonografia músculo esquelética, professor de medicina na Univag e da residência de ortopedia UNIC-HGU
Cel.: (65)996774477
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