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Vorcaro acusa Alcolumbre de receber R$ 153 milhões em propina via contas no exterior

Redacao
12 de junho de 2026 às 13:28
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Vorcaro acusa Alcolumbre de receber R$ 153 milhões em propina via contas no exterior

O Presidente do Senado Davi Alcolumbre(UNIÃO/AP) – Foto Agência Senado

Na segunda investida para firmar um acordo de delação premiada, o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, detalhou à Justiça o pagamento de US$ 30 milhões — equivalente a R$ 152,8 milhões na cotação do dia (12 de junho de 2026) — ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Segundo os documentos obtidos pela revista Veja, os valores foram depositados em contas no exterior, estruturadas para ocultar a origem e o destino dos recursos.

Propina como moeda de troca por apoio legislativo

Vorcaro afirmou aos investigadores que os pagamentos foram realizados em contrapartida ao suporte de Alcolumbre a matérias de interesse do banco, incluindo operações financeiras e regulatórias. As tratativas entre as partes, segundo a denúncia, envolveram não apenas o presidente do Senado, mas também outras autoridades, cujos nomes ainda não foram revelados publicamente.

Conexão com o PT da Bahia e o Credcesta

Além das acusações contra Alcolumbre, os documentos da segunda delação também mencionam transferências suspeitas ao PT da Bahia, vinculadas à participação do Banco Master no Credcesta — um programa de cartões consignados para servidores públicos estaduais. Segundo Vorcaro, os repasses ao partido foram feitos em troca de facilitações na concessão de crédito aos beneficiários do programa, que tem como expoente o ex-governador e ex-ministro Rui Costa. Até o momento, não há registros de pagamentos diretos ao petista nos autos.

Delação rejeitada, mas investigação segue em andamento

A Polícia Federal (PF) indeferiu, nesta sexta-feira, a segunda proposta de delação premiada apresentada por Vorcaro, classificando-a como insuficiente em termos de provas e colaboração efetiva. Contudo, os autos permanecem sob análise da Procuradoria-Geral da República (PGR), que poderá reavaliar a admissibilidade do acordo ou abrir novas frentes de investigação com base nos elementos já apresentados.

O caso expõe a crescente pressão sobre o Congresso Nacional em meio a denúncias de corrupção envolvendo parlamentares e setores financeiros, especialmente após a revelação de esquemas de lavagem de dinheiro em larga escala. A defesa de Vorcaro aguarda o posicionamento definitivo da PGR, enquanto a PF mantém o foco na apuração das irregularidades descritas nos documentos.