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Voluntários movem castelo de 400 toneladas ‘no braço’ no Japão

Redação
28 de agosto de 2026 às 14:25
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Voluntários movem castelo de 400 toneladas ‘no braço’ no Japão
Divulgação / ClickNews

Em uma demonstração de força coletiva e tradição milenar, centenas de voluntários se reuniram nos dias 22 e 23 de agosto para mover o Castelo de Hirosaki, uma joia arquitetônica do século 17 com cerca de 400 toneladas. A operação, conduzida na cidade japonesa de mesmo nome, marcou o retorno da estrutura às suas fundações originais após meses de restauração.

A ação, que contou com a participação de mais de 200 pessoas, foi coordenada por especialistas do Parque de Hirosaki, responsável pelo monumento histórico. Segundo relatos locais, os voluntários puxaram cordas amarradas à base do castelo, que deslizou sobre trilhos especialmente instalados para a ocasião. O método, embora simples, exigiu precisão e sincronia para evitar danos à estrutura centenária.

Um marco de restauração e resiliência

O castelo, construído em 1611, já havia passado por um deslocamento semelhante em 2015, quando obras emergenciais foram iniciadas para evitar um colapso após ser detectado risco de desabamento em caso de terremoto ou outros desastres naturais. Agora, com as intervenções estruturais concluídas, a comunidade se uniu para devolver o monumento ao seu lugar original, em um ato simbólico de preservação.

Imagens do evento, amplamente compartilhadas nas redes sociais, mostram a magnitude do desafio: dezenas de pessoas alinhadas, concentradas no esforço conjunto, enquanto engenheiros monitoravam cada movimento. Especialistas afirmam que a iniciativa não apenas reafirma o compromisso com o patrimônio, mas também reforça laços comunitários em torno de uma causa comum.

Tradição que une passado e futuro

O Castelo de Hirosaki, um dos poucos castelos japoneses a manter sua torre principal intacta desde o período Edo, é hoje um símbolo cultural do Japão. Sua mobilização, ainda que rara, não é inédita: em 2008, a estrutura já havia sido deslocada para obras de reparo, demonstrando a engenhosidade de técnicas ancestrais adaptadas à modernidade.

Para os moradores, o evento transcendeu a mera restauração física. ‘Ver pessoas de todas as idades trabalhando juntas para salvar nossa história foi emocionante’, declarou um morador local à imprensa regional. A operação, que durou cerca de cinco horas, encerra um ciclo de trabalho árduo e abre caminho para a reabertura do castelo ao público, agora mais seguro e preservado para as próximas gerações.