Ex-primeira-dama de Mato Grosso reage à prisão de empresário investigado por crimes sexuais contra crianças e propõe alteração constitucional para impedir que condenados retornem ao convívio social
A ex-primeira-dama de Mato Grosso Virginia Mendes voltou a defender o endurecimento da legislação penal aplicada a crimes sexuais contra crianças. A manifestação ocorreu após a prisão de um empresário investigado pela Polícia Civil de Sorriso por suspeita de estupro de menores, produção e armazenamento de material relacionado ao abuso sexual infantil.
Em declaração pública, Virginia afirmou que a gravidade das acusações exige uma resposta rigorosa do Estado e sustentou que a Constituição Federal deve ser modificada para permitir a prisão perpétua de pessoas condenadas por pedofilia.
“Lugar de pedófilo é na cadeia. E, se depender de mim, para sempre. Não importa quem seja, quanto dinheiro tenha ou qual posição ocupe. Quem destrói a infância de uma criança precisa responder com o máximo rigor da lei”, declarou.
Atuação das instituições é destacada
Virginia também ressaltou a importância da cooperação entre os órgãos responsáveis pela investigação e pela responsabilização criminal. Ela elogiou o trabalho conduzido pela Polícia Civil de Sorriso, com a participação do Ministério Público, do Poder Judiciário e da Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso (Politec).
Segundo a ex-primeira-dama, operações dessa natureza demonstram que o combate aos crimes contra crianças depende de uma atuação coordenada e permanente das instituições públicas.
“A sociedade precisa dar uma resposta firme a esse tipo de crime. Não podemos aceitar que pessoas capazes de cometer essas barbaridades tenham acesso a benefícios penais ou voltem ao convívio social. Por isso, defendo a reforma da Constituição para instituir a prisão perpétua para criminosos condenados por pedofilia. É uma medida de proteção às nossas crianças”, afirmou.
Proteção da infância como prioridade nacional
Para Virginia Mendes, o enfrentamento da violência sexual infantil deve ocupar posição central nas políticas de segurança pública e de proteção social em todo o país. Ela argumentou que as consequências dos abusos podem acompanhar as vítimas por toda a vida, o que exige medidas mais severas contra os responsáveis.
“Uma criança violentada carrega marcas para a vida inteira. Não existe reparação capaz de apagar esse sofrimento. O Estado precisa garantir que esses criminosos sejam retirados definitivamente do convívio social. Minha indignação é absoluta e minha luta por leis mais severas continuará”, destacou.
Virginia elogia profissionais envolvidos na investigação
Ao concluir o posicionamento, Virginia agradeceu aos agentes públicos que atuaram no caso e afirmou que a defesa das crianças deve prevalecer sobre interesses econômicos, políticos ou sociais.
“Parabenizo todos os profissionais que participaram dessa investigação. Cada prisão representa uma criança protegida e uma mensagem clara de que esses crimes não ficarão impunes. Mato Grosso não tolera violência contra crianças, e essa deve ser a posição de todo o Brasil.”

