Reprodução/redes sociais
Terremoto histórico destrói prédio em La Guaira
Na madrugada de 24 de junho de 2026, dois abalos sísmicos consecutivos — o segundo com magnitude 7.5 — sacudiram a Venezuela, causando o colapso parcial de um prédio de 10 andares em Caraballeda, estado de La Guaira. O evento, classificado como um dos mais intensos do século no país, deixou Fabiana Blanco, 12 anos, presa entre os escombros de seu apartamento no primeiro andar por 32 horas.
O desespero de uma mãe e a sobrevivência de uma criança
Karina Blanco, instrutora de spinning, só tomou consciência da magnitude dos tremores quando sua filha já estava soterrada. “Gritei ‘minha filha, minha filha’ e saí correndo”, declarou. Ao chegar ao local, encontrou apenas um vão onde antes estava seu prédio: “Vi um prédio, depois um espaço vazio e outro prédio”.
Fabiana, que estava na cozinha quando os abalos começaram, descreveu o momento do desabamento como um pesadelo: “As coisas caíam, as paredes rachavam. A parede que separava meu apartamento do da vizinha desmoronou”. Presa sob entulho, a adolescente relatou ter se alimentado de um pacote de ketchup e de queijo, além de lamber água do chão para sobreviver até ser resgatada às 04:00 (horário de Brasília) de hoje (06/07)
Impacto humanitário e lições de resiliência
O terremoto deixou pelo menos 18 mortos e centenas de desabrigados na região. Especialistas apontam para a necessidade de revisão das normas de construção civil na Venezuela, enquanto equipes de resgate destacam a importância do treinamento para situações de emergência. A história de Fabiana, embora trágica, expõe a vulnerabilidade de crianças em desastres naturais e a resposta emocional de famílias em busca de seus entes queridos.

