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Uriel e Amélia Baptista compartilharam o mesmo leito de internação no interior fluminense e faleceram com intervalo de dez horas
A trajetória de cumplicidade e a internação conjunta no ambiente hospitalar
Uma crônica familiar marcada pela longevidade e pelo afeto mútuo encerrou-se de maneira tocante no município de Volta Redonda, situado no Sul do estado do Rio de Janeiro. Após compartilharem a vida conjugal por mais de 40 anos, os companheiros Uriel Baptista e Amélia Souza Martins Baptista faleceram no último domingo (14). O casal, que enfrentava complicações de saúde decorrentes da idade avançada, passou o período final de internação acomodado no mesmo quarto de uma unidade hospitalar local, permitindo a proximidade física até os últimos instantes.
O óbito de Uriel foi registrado na madrugada de domingo, precisamente às 0h15. O declínio definitivo de Amélia ocorreu aproximadamente dez horas mais tarde, por volta das 10h do mesmo dia. Ambos contavam com 88 anos de idade e preservavam uma rotina doméstica descrita por parentes como indissociável.
Os laudos médicos detalharam que o falecimento de Uriel decorreu de um quadro de insuficiência respiratória aguda, associado a sepse urinária e senilidade. O prontuário de Amélia, por sua vez, indicava que a paciente sofria de demência vascular avançada e teve a falência orgânica precipitada também por uma sepse urinária.
O legado familiar e o reconhecimento do vínculo afetivo
A configuração familiar estruturou-se sob o pilar do matrimônio de longo curso. Uriel deixa um filho, três netos e um bisneto, que integraram Amélia ao núcleo afetivo desde o princípio da união. Em depoimento concedido ao portal de notícias G1, o neto do casal, Enio Grant de Assis Baptista, contextualizou a dinâmica do parentesco e a representatividade da avó de consideração em sua criação: “Ela não era mãe do meu pai, mas para mim, sempre foi minha avó. Eles já eram casados quando eu nasci”.
Os integrantes da família Baptista reiteraram que a convivência do casal permaneceu como uma referência interna de dedicação. O comportamento diário de Uriel e Amélia era caracterizado pela assistência mútua e por um pacto implícito de parceria que se estendeu além das barreiras da saúde física, consolidando uma história que comoveu a comunidade regional e a equipe médica encarregada do suporte paliativo na instituição hospitalar de Volta Redonda.

