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Trump ameaça Teerã: ‘Irã pagará o preço’ após ataques dos EUA; mercados globais reagem

Redacao
10 de junho de 2026 às 14:12
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Trump ameaça Teerã: ‘Irã pagará o preço’ após ataques dos EUA; mercados globais reagem

Foto: Sofia Bianco

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou nesta quarta-feira (10) seu discurso de confronto contra o Irã, alegando que o país ‘pagará o preço’ por supostamente ter atrasado deliberadamente um acordo de paz. Em publicação na rede Truth Social, o mandatário afirmou que as Forças Armadas iranianas estariam ‘completamente em ruínas’, com setores como a Marinha e a Força Aérea ‘inexistentes’ devido a derrotas militares.

De promessas de acordo a ameaças de retaliação

As declarações vêm apenas 24 horas após Trump ter sugerido, em tom conciliatório, que um acordo poderia ser alcançado ‘em dois ou três dias’, com a imediata reabertura do Estreito de Ormuz — rota crítica para o transporte de petróleo. No entanto, o cenário mudou drasticamente após os EUA lançarem ataques contra alvos iranianos na terça-feira (9), justificados como ‘resposta à derrubada de um helicóptero Apache’ no dia anterior, conforme comunicado do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM).

Mercados globais sob tensão: petróleo sobe e ações americanas caem

Os impactos econômicos das tensões já se fizeram sentir nos mercados. Os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI) registraram alta de 1,4%, alcançando US$ 89,37 por barril, enquanto os futures de ações nos EUA recuavam. Analistas atribuem a volatilidade à incerteza geopolítica e ao risco de escalada do conflito, que poderia desestabilizar ainda mais o fornecimento global de energia.

Contexto: uma semana de escalada militar

A crise atual é a mais recente em uma sequência de eventos que remontam à derrubada do helicóptero Apache na segunda-feira (8), episódio que o governo iraniano ainda não comentou oficialmente. Especialistas destacam que a retórica agressiva de Trump, combinada a ações militares concretas, sinaliza uma estratégia de pressão máxima sobre Teerã, possivelmente buscando forçar concessões em questões como o programa nuclear iraniano ou sua influência regional.