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Terremoto de magnitude 7,2 abala sul das Filipinas: 19 mortos e alerta global por risco de tsunami

Redacao
8 de junho de 2026 às 07:07
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Terremoto de magnitude 7,2 abala sul das Filipinas: 19 mortos e alerta global por risco de tsunami

Foto: Redação Central

Sismo de alta intensidade sacode Mindanao

O abalo sísmico, registrado às 03h12 (horário local) com epicentro próximo à província de Sarangani, foi classificado inicialmente como de magnitude 7,2 pela agência geológica filipina (PHIVOLCS), com profundidade estimada em 10 km. Cidades como General Santos e Davao registraram colapsos parciais em edifícios residenciais e infraestruturas portuárias, enquanto aldeias remotas relataram deslizamentos de terra que isolaram comunidades.

Balanço provisório e operações de resgate

O Conselho Nacional de Redução de Risco de Desastres (NDRRMC) confirmou 19 mortes até o momento, com 42 feridos graves. Helicópteros da Guarda Costeira filipina realizam buscas em áreas montanhosas, onde se acredita haver vítimas soterradas. Autoridades locais alertaram para possíveis réplicas de até magnitude 5,5 nas próximas 48 horas.

Risco de tsunami e protocolos internacionais

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) emitiu alerta de tsunami para as Filipinas, Indonésia e Palau, embora tenha sido suspenso após duas horas devido à dissipação das ondas anômalas. Especialistas do Centro de Sismologia da Ásia-Pacífico (APSC) destacaram que a região de Mindanao é crítica pela convergência de placas tectônicas: a Placa das Filipinas, a Placa de Sunda e a Placa do Mar das Molucas.

Contexto: Filipinas no epicentro do ‘Anel de Fogo’

O arquipélago filipino registra cerca de 20 terremotos significativos por ano, mas eventos acima de magnitude 7,0 são raros. O último tremor letal ocorreu em 15 de setembro de 2025, quando um sismo de 6,9 graus no Visayas central deixou 73 mortos e danificou 12.000 residências. A frequência crescente desses fenômenos — atribuída tanto a fatores naturais quanto à saturação de construções irregulares — levanta questionamentos sobre políticas públicas de mitigação.

Impacto econômico e apelo humanitário

A Confederação das Indústrias das Filipinas (CPE) estimou prejuízos iniciais em US$ 50 milhões, principalmente em setores de agricultura e pesca. A Cruz Vermelha local solicitou doações internacionais, citando a necessidade urgente de tendas, água potável e kits médicos. O governo de Manila prometeu acelerar a liberação de fundos para reconstrução, mas ativistas alertaram para a lentidão recorrente em casos similares.