A trajetória de excelência da principal ginasta do país na competição realizada em território neerlandês
A atleta brasileira Rebeca Andrade consolidou mais um feito memorável em sua carreira esportiva ao faturar a medalha de ouro na decisão da categoria de salto no Campeonato Mundial de Ginástica Artística, evento sediado em Roterdã, nos Países Baixos. O triunfo assinala a terceira vez que a competidora nacional alcança o topo do pódio no aparelho específico, marcando de forma expressiva o seu retorno ao circuito internacional após um triênio de ausência.
Com execuções avaliadas em 14,400 e 14,133 pontos, a média final estabelecida foi de 14,466. O pódio ficou completo com as ginastas norte-americanas Claire Pease e Skye Blakely, que conquistaram as medalhas de prata e bronze, respectivamente.
Historicamente, a esportista já havia obtido a primeira colocação no salto durante as edições mundiais realizadas em Kitakyushu, Japão, no ano de 2021, e na Antuérpia, Bélgica, em 2023. A classificação para a atual disputa ocorreu no início da semana, quando registrou o melhor desempenho na fase qualificatória, contabilizando 14,400 no primeiro elemento técnico, o Duplo Twist Yurchenko, e 14,266 na segunda apresentação, conhecida como Lopez.
A consolidação de um legado histórico e os próximos desafios da delegação brasileira no certame internacional
O novo êxito eleva o total de pódios conquistados por Rebeca em Campeonatos Mundiais para dez, acumulados ao longo de quatro participações. O histórico anterior englobava três ouros — sendo dois no salto e um no individual geral na edição de Liverpool, em 2022 —, além de quatro pratas e dois bronzes.
A participação nacional no torneio em solo holandês ainda reserva uma oportunidade de pódio com Flávia Saraiva, que disputará a final da trave. A ginasta garantiu a vaga após avançar com a terceira melhor nota na fase preliminar, tendo previamente conquistado o ouro no mesmo aparelho na etapa húngara da Copa do Mundo.
O planejamento de recuperação e preparação da tricampeã mundial foi detalhado pela comissão técnica após um período de afastamento das competições oficiais que se estendeu desde os Jogos Olímpicos de Paris e o Campeonato Brasileiro. O treinador Francisco Porath definiu a fase estratégica como sendo de “destreinamento ativo”, priorizando a preservação física e mental da atleta visando ao ciclo olímpico subsequente.
O retorno oficial aos tablados ocorreu no primeiro semestre, coroado com a medalha dourada no Campeonato Pan-Americano no Rio de Janeiro. Paralelamente, em meados do ano anterior, a ginasta comunicou a suspensão definitiva de suas apresentações no solo, aparelho que lhe rendeu o título olímpico em Paris e pódios mundiais anteriores. A escolha fundamentou-se na preservação articular decorrente do alto impacto e do histórico cirúrgico nos joelhos. “O solo é o aparelho que mais causa impacto”, pontuou a atleta na ocasião, complementando: “Sei que vocês amam quando faço solo, mas ainda posso mostrar muito nos outros aparelhos.”
No contexto coletivo e geral da competição, a seleção feminina brasileira alcançou a quinta colocação na final por equipes, assegurando a presença direta no Mundial de Chengdu, na China, em 2027, etapa que funcionará como seletiva para o ciclo olímpico subsequente. Nas disputas individuais gerais, Flávia Saraiva e Lorrane Oliveira figuraram entre as finalistas, enquanto a equipe masculina encerrou a participação sem vagas nas decisões por aparelhos.




