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PP barra indicação de Tereza Cristina como vice de Flávio Bolsonaro

João Oliveira
31 de julho de 2026 às 15:06
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PP barra indicação de Tereza Cristina como vice de Flávio Bolsonaro

Senadores Flávio Bolsonaro (PL) e Tereza Cristina (PP) – Foto: Roque de Sá/Agência Senado

Partido opta pela neutralidade na corrida presidencial de 2026

Direção nacional divulga posicionamento oficial

O Partido Progressista (PP) rejeitou a possibilidade de a senadora Tereza Cristina (PP-MS) integrar a chapa presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na condição de candidata a vice-presidente. Em nota oficial divulgada à imprensa, a legenda confirmou que adotará postura de neutralidade ao longo de toda a disputa pela Presidência da República.

De acordo com o comunicado assinado pela cúpula do partido, “O Progressista, após consulta aos seus diretórios estaduais, decidiu, por maioria, permanecer neutro no processo eleitoral. Diante disso, reiteramos a posição de não convocar Convenção Nacional. A decisão já foi comunicada e acatada pela nossa líder no Senado Federal, senadora Tereza Cristina”, afirmou a direção nacional do PP.

Flávio Bolsonaro havia anunciado aceite da senadora horas antes

O posicionamento do PP veio a público poucos minutos depois de Flávio Bolsonaro revelar, durante entrevista coletiva concedida em São Paulo, que Tereza Cristina — ex-ministra da Agricultura durante o governo de Jair Bolsonaro — teria aceitado o convite para figurar como vice em sua candidatura à Presidência.

Na ocasião, o senador do PL destacou a trajetória política da parlamentar: “Tereza Cristina é um quadro excepcional, foi ministra do presidente Bolsonaro, é uma referência em várias áreas, em especial no agro, respeitadíssima na política, dentro e fora do País. O convite foi feito, ela aceitou e agora estamos esperando para saber se o partido vai avançar ou não”, declarou Flávio Bolsonaro.

Mudança de postura da senadora alimentava expectativas

Até recentemente, Tereza Cristina demonstrava resistência à ideia de compor a chapa como vice de Flávio Bolsonaro, priorizando publicamente sua candidatura à presidência do Senado Federal. A alteração em seu comportamento nos dias que antecederam o anúncio, contudo, havia despertado expectativa de que o PP pudesse referendar sua indicação para a disputa presidencial — expectativa que, ao final, não se confirmou com a decisão da legenda pela neutralidade.