A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (22 de outubro de 2026), uma operação com o objetivo de desarticular um esquema de pirâmide financeira que teria lesado aproximadamente 10 mil vítimas entre os anos de 2018 e 2020. Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em diversas cidades do país, visando desmantelar a estrutura do grupo criminoso.
As investigações apontam que os envolvidos utilizavam plataformas digitais para promover falsas aplicações em criptomoedas e operações automatizadas por meio de robôs. A promessa de retorno financeiro era incompatível com a realidade do mercado, com relatos de rentabilidade diária estimada entre 2% e 3%, e mensal podendo chegar a 70%. Esses percentuais elevados são frequentemente associados a esquemas fraudulentos, conforme alertam órgãos de fiscalização.
Operação abrange múltiplos estados
Os mandados de busca e apreensão foram executados em cidades de Santa Catarina, como Florianópolis, Blumenau, Pomerode, Indaial e Rio do Sul; em Curitiba, no Paraná; Álvres Machado, em São Paulo; Belo Horizonte, em Minas Gerais; e nas cidades pernambucanas de Jaboatão dos Guararapes e Recife. A abrangência geográfica da operação demonstra a capilaridade do esquema investigado.
Bloqueio de bens e valores
Além das buscas, a operação determinou o bloqueio de bens de 15 pessoas físicas e 13 empresas. O valor total bloqueado pode atingir R$ 100 milhões, com o intuito de ressarcir os prejuízos causados às vítimas e descapitalizar a organização criminosa. A ação policial visa inibir a continuidade de fraudes financeiras e proteger investidores de promessas enganosas.
A Polícia Federal tem intensificado suas ações de combate a crimes financeiros, especialmente aqueles que exploram a fragilidade de investidores em busca de ganhos rápidos e expressivos. A utilização de mecanismos digitais e a promessa de rentabilidade extraordinária são táticas recorrentes em esquemas de pirâmide, que, invariavelmente, colapsam, deixando um rastro de prejuízos para a maioria dos participantes.




