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Pix internacional ganha tração: brasileiros pagam compras no exterior com sistema instantâneo

Redacao
27 de julho de 2026 às 18:03
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Pix internacional ganha tração: brasileiros pagam compras no exterior com sistema instantâneo

© Agência Brasil

Expansão pioneira do Pix além das fronteiras brasileiras

A partir desta segunda-feira, 27 de julho de 2026, o sistema de pagamentos instantâneos Pix passa a operar em transações internacionais, permitindo que brasileiros utilizem a ferramenta para quitar compras em estabelecimentos localizados na Argentina e em Portugal. A inovação, que dispensa a intermediação de cartões internacionais ou a conversão manual de moedas, marca um novo capítulo na digitalização financeira do país, alinhado à crescente demanda por soluções ágeis no turismo global.

Como funciona a operação no exterior

O mecanismo baseia-se na parceria entre instituições financeiras brasileiras e empresas de tecnologia de pagamento que integram o ecossistema internacional. Ao realizar uma compra em um estabelecimento habilitado — identificado por QR codes ou terminais compatíveis —, o consumidor seleciona a opção “Pix” em seu aplicativo bancário ou de pagamento, que automaticamente converte o valor em reais para a moeda local (peso argentino ou euro, por exemplo) com base em taxas de câmbio pré-determinadas. A liquidação ocorre em tempo real, semelhante ao funcionamento doméstico do sistema.

Potencial de adoção e desafios regulatórios

Especialistas projetam que a funcionalidade atrairá principalmente viajantes a negócios e turismo, setores onde a conveniência e a segurança são prioritárias. Contudo, a adesão dependerá da ampliação da rede de estabelecimentos parceiros e da estabilidade cambial, fatores críticos para evitar flutuações desvantajosas aos usuários. Até o momento, não há previsão de expansão para outros destinos, mas negociações com países do Mercosul e da União Europeia estão em andamento, conforme fontes técnicas ouvidas pela imprensa.

Alternativas ao Pix: o que muda para o viajante

Antes restrito ao território nacional, o Pix ingressa em um mercado dominado por soluções como cartões de crédito internacionais — que cobram taxas de IOF e câmbio — e serviços de remessa como Wise ou PayPal. A nova modalidade promete reduzir custos operacionais em até 70%, segundo estimativas preliminares de fintechs envolvidas, ao eliminar intermediários e taxas ocultas. No entanto, a ausência de cobertura de compra ou proteção ao consumidor em casos de fraude ainda é um ponto de atenção a ser monitorado pelas autoridades.