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Pivetta promete ação direta do Estado para enfrentar crise da água em Várzea Grande

Missias
13 de julho de 2026 às 18:36
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Pivetta promete ação direta do Estado para enfrentar crise da água em Várzea Grande

Foto: Reprodução Instagram

Governador afirma que um plano está em elaboração, acusa administrações anteriores de omissão e defende o abastecimento regular como condição indispensável à dignidade da população.

O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou que o Estado pretende participar diretamente da construção de uma solução para os problemas de abastecimento de água enfrentados pela população de Várzea Grande. Em pronunciamento sobre o tema, ele disse considerar inadmissível que famílias ainda convivam com a falta de um serviço essencial.

“É muito difícil estar governando Mato Grosso e aceitar isso como algo normal. Eu não aceito. Nós vamos trabalhar pra resolver essa saga desse povo várzea-grandense, e o nosso plano está sendo elaborado. Nós vamos fazer”, declarou.

Plano para o abastecimento está em elaboração

Embora tenha confirmado o envolvimento do Governo do Estado, Pivetta não apresentou, no trecho divulgado, valores, prazos ou detalhes técnicos sobre as medidas que poderão ser adotadas.

A declaração, no entanto, sinaliza que a crise hídrica do município passou a integrar a agenda prioritária da administração estadual. A proposta foi apresentada no vídeo sob a expressão “Aliança pela Água em Várzea Grande”, indicando uma atuação conjunta para reorganizar o sistema e ampliar a regularidade do fornecimento.

Críticas às administrações que permitiram agravamento da crise

Pivetta também direcionou críticas às gestões que, segundo ele, permitiram que a deficiência no abastecimento se prolongasse. O governador classificou a condução do problema como omissa e associou a ausência de uma resposta efetiva à falta de sensibilidade com as necessidades mais elementares da população.

“Água é necessidade primária. Ninguém vive sem água”, afirmou.

Para o governador, a incapacidade de garantir o fornecimento regular ultrapassa os limites de uma falha administrativa e representa uma violação das condições mínimas necessárias para uma vida digna.

Experiência pessoal reforça cobrança por solução

Durante a declaração, Pivetta recorreu à própria trajetória para explicar por que considera o acesso à água uma obrigação inadiável do poder público. Ele recordou o período em que sua família chegou a Mato Grosso e precisava retirar água de poço e transportá-la em baldes até a residência.

“Eu sei. Eu experimentei o que é ter uma casa sem água. Nós chegamos aqui, em Mato Grosso, durante os primeiros dez anos, nós puxávamos água de balde, de poço, levava pra casa pra fazer comida. É viver sem água”, relatou.

A lembrança foi utilizada pelo governador para estabelecer um contraste entre as dificuldades vividas no passado e a permanência do problema em uma das maiores cidades de Mato Grosso.

Governo promete participar diretamente da solução

Ao encerrar o pronunciamento, Pivetta vinculou o abastecimento de água ao direito da população a um padrão mínimo de dignidade. Ele afirmou que o Estado não permanecerá apenas observando ou criticando a situação e prometeu envolvimento direto na busca por uma saída.

“Não admito que, nos dias de hoje, com tudo que nós temos, alguém ainda no Mato Grosso não tenha esse bem básico pra viver com o mínimo de dignidade. Ao invés de criticar e esperar, nós vamos pular pra dentro e ajudar a resolver”, concluiu.