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Pivetta cria nova Tabela SUS e amplia capacidade de cirurgias para reduzir filas em Mato Grosso

Missias
11 de junho de 2026 às 09:54
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Pivetta cria nova Tabela SUS e amplia capacidade de cirurgias para reduzir filas em Mato Grosso

Priorizar quem mais precisa. Segundo o governador Otaviano Pivetta, a nova Tabela SUS MT representa mais agilidade nos atendimentos e maior capacidade para a realização de cirurgias eletivas em Mato Grosso.© Mayke Toscano/Secom-MT

Com a criação da Tabela SUS Mato Grosso, Governo do Estado aumenta a atratividade para prestadores de serviços, expande a oferta de procedimentos e busca acelerar a redução das filas de espera na saúde pública

Remuneração diferenciada busca ampliar a rede de parceiros

O Governo de Mato Grosso implementou uma nova estratégia para ampliar a realização de cirurgias, consultas e exames eletivos no Estado. Por meio da criação da Tabela SUS Mato Grosso, desenvolvida pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), a gestão estadual estabeleceu um modelo de remuneração mais atrativo para hospitais, clínicas e demais prestadores de serviços, fortalecendo a capacidade de atendimento do Programa Fila Zero.

A iniciativa tem como objetivo estimular a adesão de unidades privadas à rede complementar do Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando a oferta de procedimentos especializados e reduzindo o tempo de espera dos pacientes.

“Nosso objetivo é atender a população da melhor forma sempre, pois esse é o papel do Estado. Vamos sempre priorizar pelo bom atendimento aos mato-grossenses e acredito que a nova tabela SUS vai ampliar a capacidade de atendimentos e, principalmente, das cirurgias, reduzindo filas e tempo de espera”, afirmou o governador Otaviano Pivetta.

Publicada em abril de 2026, a nova política de precificação estabelece valores superiores aos praticados pela tabela nacional do SUS. Dependendo da complexidade do procedimento, a remuneração poderá chegar a até quatro vezes o valor atualmente pago pelo sistema federal.

Nos atendimentos de alta complexidade, os prestadores poderão receber até três vezes a média do custo do paciente. Além disso, os recursos destinados ao custeio de Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME) também passaram a contar com incentivos financeiros adicionais.

Fila Zero entra em nova fase com investimento de R$ 400 milhões

De acordo com o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo, a medida representa uma mudança na forma como o Estado enfrenta a demanda reprimida por procedimentos eletivos.

“A nova Tabela SUS Mato Grosso representa uma mudança importante na forma como o Estado enfrenta a alta demanda por procedimentos eletivos. Criamos um modelo mais atrativo para os prestadores, ampliando a participação da rede privada e fortalecendo a parceria com municípios e consórcios de saúde. O resultado é mais capacidade de atendimento, mais agilidade e mais acesso para a população mato-grossense”, explicou o secretário.

A Tabela SUS Mato Grosso integra a segunda etapa do Programa Fila Zero na Cirurgia, que prevê investimento de R$ 400 milhões para a realização de 588 mil procedimentos eletivos em todo o Estado.

A estratégia está estruturada em três eixos principais: o apoio às propostas apresentadas pelos municípios e consórcios intermunicipais de saúde, o credenciamento direto de unidades privadas e a realização de mutirões cirúrgicos na rede estadual.

Com a ampliação da participação do setor privado e o fortalecimento das parcerias institucionais, o governo estadual busca aumentar a capacidade operacional do SUS em Mato Grosso e garantir maior acesso da população a cirurgias, consultas especializadas e exames diagnósticos.

Redução no tempo de espera já apresenta resultados

Os indicadores do Programa Fila Zero apontam avanços desde a implantação da política pública. Segundo dados do Estado, mais de 667 mil procedimentos já foram realizados, incluindo consultas, exames e cirurgias.

No mesmo período, o tempo médio de espera por atendimento caiu de 77 para 44 dias, o que representa uma redução de 42%.

Os números reforçam a aposta do Governo de Mato Grosso em estratégias que combinem investimento público, ampliação da rede credenciada e reorganização dos fluxos assistenciais para enfrentar um dos principais desafios da saúde pública: a diminuição das filas por procedimentos eletivos.