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Petroleiros são atingidos por projéteis no Estreito de Ormuz

Redação
1 de setembro de 2026 às 11:23
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Petroleiros são atingidos por projéteis no Estreito de Ormuz

© Amirhosein Khorgoo/AP

Embarcações de bandeiras liberiana e saudita foram atacadas em intervalo de poucos minutos; não há registro de vítimas nem de danos ambientais

Dois petroleiros foram atingidos nesta terça-feira (1º) por projéteis ainda não identificados enquanto navegavam pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas para o transporte mundial de petróleo. A informação foi divulgada pela consultoria grega de segurança marítima Marisks.

Os ataques ocorreram em um intervalo de poucos minutos e atingiram embarcações que transportavam petróleo pela região, atualmente submetida a fortes tensões militares decorrentes do conflito no Oriente Médio.

Primeiro navio foi atingido por três projéteis

Antes da confirmação de um segundo ataque, a agência britânica de segurança marítima UKMTO havia informado que um petroleiro fora atingido por três projéteis desconhecidos no momento em que concluía a travessia pelo Estreito de Ormuz.

O incidente ocorreu a aproximadamente 31 quilômetros a leste de Khasab, cidade localizada em Omã.

“Não houve relatos de vítimas ou impactos ambientais”, afirmou a agência.

A empresa de segurança marítima Vanguard Tech identificou a embarcação como o Senegal Prosperity, que navega sob bandeira da Libéria.

Segunda embarcação tem bandeira saudita

Posteriormente, a Marisks informou à AFP que o episódio envolveu duas embarcações.

“Dois petroleiros que transportavam petróleo foram atingidos por projéteis de origem desconhecida em um intervalo de poucos minutos”, declarou a consultoria.

Segundo a empresa, o segundo navio atingido foi o Sidr, de bandeira saudita. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a autoria dos ataques ou sobre a origem dos projéteis.

Estreito de Ormuz tornou-se foco da disputa regional

Os novos incidentes ocorrem em meio ao agravamento das tensões no Estreito de Ormuz, passagem estratégica que conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e concentra parte relevante do fluxo internacional de petróleo.

Teerã mantém um bloqueio na região desde o início da guerra no Oriente Médio, desencadeada no fim de fevereiro após ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o território iraniano. Em resposta, Washington impôs restrições aos portos do Irã.

O governo iraniano também anunciou a intenção de cobrar pela passagem de embarcações na área e passou a atacar navios que, segundo Teerã, tentariam evitar a rota estabelecida pelas autoridades iranianas.

Ataques ampliaram instabilidade após cessar-fogo

A sucessão de ofensivas contra embarcações transformou o Estreito de Ormuz, anteriormente aberto à navegação internacional, em um dos pontos mais sensíveis do conflito.

Os episódios registrados na região contribuíram ainda para deteriorar o cessar-fogo firmado em abril entre Washington e Teerã, aumentando a instabilidade em uma área considerada fundamental para o abastecimento energético global.