Da assinatura à autoexpressão: a metamorfose dos perfumes
A fragrância que outrora definia um indivíduo como uma assinatura imutável agora atua como um reflexo mutável da personalidade, do humor e até mesmo do estilo de vida de seu portador. Essa é a análise da especialista Danni Rudz, apresentada no quadro Classe & Estilo da última sexta-feira (12 de junho de 2026), durante sua participação no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Segundo Rudz, a transição decorre de uma mudança estrutural no comportamento do consumidor, que passou a priorizar produtos capazes de comunicar nuances identitárias em detrimento de itens genéricos ou padronizados. A tendência ganha ainda mais força em períodos estratégicos para o varejo, como o Dia dos Namorados, quando a demanda por fragrâncias personalizadas dispara.
Exclusividade como moeda de valor: o novo padrão do luxo
“Antigamente, o perfume era uma assinatura única. Hoje, ele fala muito sobre como eu quero me expressar naquele momento”, declarou Rudz. A afirmação resume a guinada do setor: enquanto os itens de entrada no mercado de luxo ainda mantêm relevância, seu significado foi ressignificado. Agora, o valor de uma fragrância está intrinsicamente ligado à capacidade de transmitir autenticidade e singularidade.
A especialista aponta que essa busca por exclusividade impulsionou o crescimento da perfumaria de nicho e de técnicas como o layering — a combinação de múltiplas fragrâncias para criar uma assinatura personalizada. “Quanto mais raro e mais trouxer a minha personalidade ou o que eu quero expressar naquele momento, mais tem valor”, explicou, destacando que a raridade e a coerência com a identidade do consumidor tornaram-se critérios decisivos na escolha de um perfume.




