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Paquistão lança ataques aéreos contra Afeganistão e reacende tensões regionais

Redacao
10 de junho de 2026 às 08:09
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Paquistão lança ataques aéreos contra Afeganistão e reacende tensões regionais

Foto: Redação Central

A escalada militar entre o Paquistão e o Afeganistão atingiu novo patamar nesta quarta-feira (10/06/2026), quando forças aéreas paquistanesas realizaram bombardeios em províncias fronteiriças afegãs. Segundo comunicado oficial emitido pelo Ministério da Defesa do Paquistão, a operação — batizada de “Operação Espada da Justiça” — teve como alvo supostas bases de grupos insurgentes, incluindo o Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP), que o governo de Islamabad acusa de planejar ataques a partir do território afegão.

Afeganistão rejeita acusações e aponta motivações políticas

Em resposta, o porta-voz do governo afegão, Zabihullah Mujahid, afirmou que “nenhum centímetro do território afegão é utilizado para ameaçar a segurança de terceiros”, classificando os ataques como uma violação da soberania nacional. Analistas locais sugerem que a operação pode estar relacionada a pressões internas no Paquistão, diante de um aumento de 40% nos atentados do TTP nos últimos três meses, segundo dados do South Asia Terrorism Portal.

Cenário regional: entre a guerra ao terror e disputas geopolíticas

A escalada ocorre em um contexto de fragilidade institucional no Afeganistão, onde o Talibã enfrenta dificuldades para consolidar seu controle sobre grupos dissidentes, como o Estado Islâmico-Khorasan (IS-K). O Paquistão, por sua vez, está sob pressão da comunidade internacional para conter a insurgência transnacional. Especialistas como o pesquisador Ayesha Siddiqa, da Universidade de Londres, alertam que “as operações unilaterais podem desestabilizar ainda mais a região, alimentando ciclos de retaliação”.

Repercussões internacionais: ONU e potências regionais em alerta

A Organização das Nações Unidas (ONU) convocou uma reunião emergencial do Conselho de Segurança para esta semana, enquanto os Estados Unidos — que mantêm influência residual no Afeganistão — emitiram um comunicado pedindo “restrição e diálogo”. A China, aliada do Talibã, não se pronunciou oficialmente, mas fontes diplomáticas indicam que Pequim estaria mediando contatos entre as partes para evitar uma escalada maior.