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Operação mira facção e bloqueia até R$ 12 milhões em quatro estados

Missias
26 de agosto de 2026 às 09:18
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Operação mira facção e bloqueia até R$ 12 milhões em quatro estados

© PJC-MT

Polícia Civil cumpre 48 ordens judiciais contra suspeitos e empresas ligados a esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro; seis empresas tiveram atividades suspensas

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (26), a Operação Dissolução Forçada, voltada ao combate à lavagem de dinheiro atribuída a integrantes de uma facção criminosa e a empresas supostamente utilizadas para movimentar recursos de origem ilícita.

Ao todo, estão sendo cumpridas 48 ordens judiciais em Mato Grosso, Paraná, Goiás e São Paulo. Segundo as investigações, o grupo teria movimentado mais de R$ 12 milhões entre 2024 e 2025, por meio de operações financeiras associadas ao tráfico de drogas e a outros crimes.

Justiça determina buscas, bloqueios e suspensão de empresas

As medidas foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Sinop, a partir de investigações conduzidas pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop.

Entre as determinações estão 18 mandados de busca e apreensão, 24 bloqueios de contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas, que podem alcançar R$ 12 milhões, além da suspensão das atividades comerciais de seis empresas investigadas.

As ordens são executadas simultaneamente em Sinop, Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Matupá, em Mato Grosso, além de Loanda, no Paraná; Goiânia, em Goiás; e São Paulo, capital.

A operação é coordenada a partir de bases instaladas em Sinop e Cuiabá e conta com apoio de equipes de delegacias das localidades onde os mandados são cumpridos.

Investigação aponta estrutura financeira ligada à facção

De acordo com a Draco de Sinop, o trabalho investigativo identificou indícios de atuação organizada em crimes como tráfico de drogas, lavagem de capitais e delitos relacionados.

A apuração aponta que pessoas físicas e empresas teriam sido utilizadas para circular recursos e conferir aparência de legalidade ao dinheiro proveniente de atividades criminosas.

Com o bloqueio de ativos e a interrupção das atividades empresariais, a Polícia Civil busca atingir diretamente a estrutura econômica atribuída ao grupo e impedir que os valores continuem sendo inseridos no sistema financeiro formal.

Medidas buscam enfraquecer capacidade de reorganização

Além das buscas e apreensões, a operação tem como uma de suas principais estratégias a descapitalização dos investigados.

Para os investigadores, atingir o patrimônio e a estrutura financeira de organizações criminosas é uma medida considerada essencial para reduzir sua capacidade de recomposição, financiamento de novas atividades ilícitas e reinvestimento dos recursos obtidos ilegalmente.

Os procedimentos decorrentes da operação, incluindo registros de ocorrências, autos circunstanciados e solicitações de perícia, serão reunidos e encaminhados à Draco de Sinop para continuidade das investigações.

Nome faz referência ao encerramento de empresas suspeitas

O nome “Dissolução Forçada” está relacionado à identificação de pessoas jurídicas que, segundo a investigação, teriam sido criadas ou utilizadas de forma predominante para operações de lavagem de dinheiro.

A estratégia prevê a interrupção imediata das atividades dessas empresas, com o objetivo de desmontar estruturas societárias consideradas fraudulentas e impedir sua continuidade no esquema investigado.