Governador e candidato à reeleição afirma que não busca protagonismo pessoal e defende uma administração capaz de investir, fortalecer municípios e transformar recursos públicos em melhorias concretas para a população
O governador de Mato Grosso e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou nesta segunda-feira (31) que enxerga a atividade política como um instrumento de transformação e prestação de serviços à sociedade. Segundo ele, a permanência no comando do Estado está associada à possibilidade de ampliar entregas, sustentar investimentos públicos e melhorar as condições de vida dos mato-grossenses.
Em entrevista à Jovem Pan, Pivetta procurou afastar a ideia de que sua atuação política esteja vinculada à busca por prestígio, poder ou projeção pessoal. Para o governador, a autoridade de um cargo público deve estar diretamente relacionada à capacidade de executar projetos e oferecer respostas à população.
“Eu me sinto muito bem sem poder. Para mim, o poder, o único que me interessa, é o poder de fazer. Então, estou muito tranquilo, tenho vaidade zero. O que eu quero é a oportunidade de servir o meu Estado, o Estado que me deu tudo, que me permitiu escrever a história que eu escrevi a partir de Lucas do Rio Verde”, afirmou em entrevista à Jovem Pan, nesta segunda-feira (31.8).
Investimento público como eixo da gestão
Ao abordar o modelo administrativo que pretende preservar caso seja reconduzido ao cargo, Pivetta destacou a necessidade de manter Mato Grosso com capacidade financeira para executar obras, ampliar serviços e realizar investimentos de longo prazo.
Segundo ele, uma gestão eficiente precisa fazer com que parte relevante da arrecadação retorne à sociedade por meio de políticas públicas e infraestrutura.
“Quero governar para todo o conjunto da sociedade mato-grossense, assegurar um Estado realizador, que continue investindo de 15% a 20% das suas receitas, continue devolvendo para o povo aquilo que o povo espera do Estado”, disse.
Experiência municipal moldou visão administrativa
Pivetta também relacionou sua concepção de governo à trajetória construída no Executivo municipal. Antes de chegar ao Governo de Mato Grosso, comandou Lucas do Rio Verde, experiência que, segundo ele, proporcionou contato direto com os desafios cotidianos da administração pública e com as demandas mais imediatas da população.
O governador sustentou que esse período foi determinante para consolidar uma forma de gestão baseada na execução, no planejamento e na busca por resultados mensuráveis.
“Eu tenho uma história de serviço público e de doação. A política foi um lugar em que eu me encontrei para me relacionar com as pessoas de maneira produtiva. Em Lucas do Rio Verde, escrevi minha história e fizemos de lá uma das melhores cidades para se viver no Brasil e depois replicamos esse modelo em Nova Mutum”, destacou.
Para Pivetta, essa mesma lógica deve ser aplicada em escala estadual, com políticas capazes de produzir efeitos perceptíveis no cotidiano da população.
“Quero ser o governador que as pessoas percebam que está muito melhor viver em Mato Grosso”, afirmou.
Municípios devem ocupar papel central
Na avaliação do governador, a eficiência da administração pública está diretamente relacionada à proximidade entre o poder público e o cidadão. Por essa razão, ele defendeu o fortalecimento das prefeituras e uma atuação estadual voltada a oferecer condições para que os municípios ampliem sua capacidade de atendimento.
Entre as áreas apontadas como prioritárias estão saúde, educação, segurança pública, infraestrutura, saneamento básico, formação profissional e desenvolvimento econômico.
“Eu sou município de corpo e alma. O povo mora no município. Depois vem o Estado. Quanto mais longe o poder, menos eficiente ele é. Isso é natural. Eu quero fazer o simples bem feito, dar condições para os municípios, dar publicidade aos nossos atos e fazer com que os órgãos façam os controles”, afirmou.
Pivetta projeta novo mandato voltado a entregas
Ao tratar da disputa eleitoral e de uma eventual confirmação nas urnas, Pivetta afirmou que pretende transformar um novo mandato em um ciclo de continuidade administrativa e novas realizações.
O governador disse acreditar que Mato Grosso reúne condições econômicas, institucionais e produtivas para ampliar seu protagonismo nacional e melhorar ainda mais seus indicadores sociais e de infraestrutura.
“Se eu chegar a governador do Estado, com mandato meu, que o povo me conceda essa graça, eu vou honrar com todas as minhas forças. Tenho certeza de que vou fazer um mandato de muitas realizações, porque esse é o meu jeito, a minha história de resultados. Mato Grosso tem vocação para ser o melhor Estado do Brasil”, concluiu.

