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Novo tratamento contra insuficiência cardíaca rígida e seus danos renais

João Oliveira
11 de agosto de 2026 às 08:26
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Novo tratamento contra insuficiência cardíaca rígida e seus danos renais

Getty Images/Reprodução

Anvisa libera finerenona

A Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Preservada (ICFEp) — condição que atinge 54% dos pacientes cardiopatas no Brasil — caracteriza-se pela rigidez do músculo cardíaco, que mantém a capacidade de bombeamento mas perde a elasticidade necessária para um enchimento sanguíneo eficiente. O cenário, agravado pelo avanço da obesidade, resulta em sintomas como dispneia, edemas periféricos e fadiga extrema, mesmo em atividades cotidianas.

O impacto da finerenona: inovação que transcende o coração

A finerenona, recentemente aprovada pela Anvisa em 11 de agosto de 2026, surge como a primeira terapia específica para ICFEp capaz de reduzir não apenas hospitalizações por descompensação cardíaca, mas também de preservar a função renal. Estudos clínicos demonstram queda de 23% nos eventos cardiovasculares adversos em pacientes tratados, além de menor progressão para doença renal crônica.

Diagnóstico desafiador e população vulnerável

A ICFEp, cuja prevalência subiu de 38% para 54% nas últimas duas décadas — segundo dados epidemiológicos consolidados —, permanece subdiagnosticada devido à ausência de marcadores específicos em exames convencionais. A obesidade, condição associada a 40% dos casos, acelera o enrijecimento miocárdico pela infiltração de tecido adiposo e fibrose intersticial.

Implicações clínicas e econômicas

A aprovação do fármaco representa um marco na cardiologia brasileira, onde a ICFEp responde por 70% das internações por insuficiência cardíaca, gerando custos anuais superiores a R$ 3,2 bilhões ao sistema de saúde. A finerenona, ao atuar em receptores de mineralocorticoides, oferece uma abordagem dual que pode reduzir a pressão sobre UTIs e unidades de terapia renal substitutiva.