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Marcas famosas que deixaram o Brasil

João Oliveira
26 de agosto de 2026 às 15:23
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Marcas famosas que deixaram o Brasil

Foto: Divulgação/General Mills

Häagen-Dazs, Ford, Walmart e outras empresas encerraram operações ou mudaram estratégias no país

Saídas e reestruturações

A General Mills anunciou o fim da distribuição da Häagen-Dazs no Brasil após 29 anos. A marca chegou ao país em 1997 e encerrou as lojas próprias em 2018, mas continuou sendo vendida por outros canais até a saída definitiva, atribuída a uma reformulação do portfólio da companhia.

A Haribo encerrou as atividades de sua fábrica em Bauru (SP), inaugurada em 2016 como a primeira unidade da empresa fora da Europa. A companhia relacionou a decisão a “cenários de competitividade e de fatores externos que impactam o ambiente de negócios”.

Automóveis

A Ford encerrou a produção de veículos no Brasil em 2021, após anos de perdas, queda nas vendas e ociosidade industrial. Apesar do fechamento das fábricas, a empresa manteve as operações comerciais no país e passou a vender modelos importados.

A Mercedes-Benz interrompeu, em 2020, a produção de automóveis em Iracemápolis (SP), onde fabricava os modelos Classe C e GLA. A montadora citou a crise econômica, a pandemia, a redução nas vendas de veículos premium e a reorganização global da produção.

A empresa, contudo, continuou fabricando caminhões e chassis de ônibus no Brasil e manteve a comercialização de automóveis importados.

Moda, lojas e alimentos

A Forever 21 encerrou suas 15 lojas brasileiras em 2022, após enfrentar dificuldades financeiras, custos elevados, baixa escala e forte concorrência de varejistas asiáticas.

A Fnac deixou de operar lojas no país em 2018, depois que a Livraria Cultura assumiu sua operação brasileira. A rede francesa alegou que precisava alcançar um “tamanho crítico” para se manter relevante, além de mencionar a queda nas vendas e a maior competição.

O Walmart também deixou de usar sua marca no Brasil após a venda de 80% da operação ao fundo Advent International, em 2018. A partir de 2019, as lojas passaram a adotar a marca Grupo BIG, em uma estratégia de reestruturação do negócio.

Tecnologia

A Sony fechou sua fábrica em Manaus e encerrou a produção de televisores, câmeras e equipamentos de áudio no país. A empresa atribuiu a mudança ao cenário de mercado e a uma revisão de suas operações, mas manteve negócios como PlayStation, soluções profissionais, música e entretenimento.

A Nikon interrompeu a comercialização direta de câmeras, lentes e acessórios em 2017 e encerrou suas atividades no Brasil no ano seguinte. A decisão foi associada a uma reestruturação global envolvendo as áreas de pesquisa, desenvolvimento, vendas e fabricação.

Medicamentos

A Roche fechou, em 2019, a fábrica de medicamentos no Rio de Janeiro, após a redução do volume de produção e uma alteração em sua estratégia global. O encerramento da unidade foi concluído em 2024.

A empresa manteve as operações comerciais no Brasil, e continua trazendo medicamentos para o mercado brasileiro.

Os casos mostram que a saída de uma marca não significa necessariamente o abandono completo do mercado nacional. Algumas empresas encerraram a produção, fecharam lojas ou interromperam a distribuição, mas continuaram atuando por meio de produtos importados, serviços ou outras linhas de negócio.