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Janela alimentar reduzida melhora funções cognitivas, aponta estudo preliminar

João Oliveira
28 de julho de 2026 às 10:57
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Janela alimentar reduzida melhora funções cognitivas, aponta estudo preliminar

Foto: Getty Images

Estudo envolvendo 47 mulheres indicou que a concentração das refeições em uma janela de oito a nove horas por dia pode resultar em benefícios cognitivos significativos

A concentração da alimentação em uma janela de até nove horas pode exercer impacto positivo sobre a saúde cerebral, conforme indicam dados preliminares de um estudo apresentado na última segunda edição do NUTRITION 2026, congresso anual da Sociedade Americana de Nutrição, realizado em 26 de julho de 2026.

Desempenho cognitivo superior em restrição horária

Pesquisadores avaliaram 47 mulheres com idades entre 50 e 79 anos, todas com sobrepeso ou obesidade, submetidas a uma dieta hipocalórica de aproximadamente 500 calorias diárias ao longo de seis meses. O grupo que manteve a alimentação concentrada em até nove horas apresentou melhor desempenho em testes de memória e raciocínio em relação ao grupo com janela alimentar estendida a 12 horas. Surpreendentemente, ambas as estratégias resultaram em perda de peso equivalente, sugerindo que os efeitos cognitivos estejam associados ao regime de jejum intermitente, e não apenas à redução da massa corporal.

Limitações do estudo e próxima etapa

Os resultados, embora promissores, ainda são preliminares e carecem de validação científica. O estudo não passou por revisão por pares, processo essencial para atestar a robustez dos métodos e a confiabilidade das conclusões. Além disso, a amostra reduzida — restrita a mulheres na faixa etária investigada — impede generalizações para outros grupos populacionais. Pesquisadores ressaltam a necessidade de novos ensaios clínicos, com amostras maiores e diversificadas, para confirmar os achados e elucidar os mecanismos biológicos envolvidos.