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Israel intensifica bombardeios no sul do Líbano após alerta de evacuação em 20 localidades

Redacao
13 de junho de 2026 às 12:26
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Israel intensifica bombardeios no sul do Líbano após alerta de evacuação em 20 localidades

Foto: Reprodução

Contexto: Escalada no front sul-libanês

Os bombardeios ocorridos na manhã de 13 de junho de 2026 marcam mais um capítulo na escalada militar entre Israel e o Hezbollah, grupo libanês apoiado pelo Irã. O exército israelense emitiu um alerta de evacuação em 20 localidades do sul do Líbano, incluindo a cidade de Nabatieh, após classificar toda a região ao sul do Rio Zahrani como “zona de combate”. Os ataques atingiram alvos nos vilarejos de Rihan e Sujud, próximos à Nabatieh, conforme confirmado pela Agência Nacional de Notícias (ANN) do Líbano.

Estratégia israelense: Pressão territorial e deslocamento forçado

O comunicado do exército israelense, divulgado horas antes dos bombardeios, orientou os moradores a se deslocarem para áreas ao norte do Rio Zahrani — a cerca de 45 km da fronteira com Israel. Desde maio, quando o Rio Zahrani foi estabelecido como linha divisória de “zonas de combate”, a região tem sido alvo sistemático de ofensivas israelenses. A medida visa, segundo analistas, enfraquecer a capacidade operacional do Hezbollah e forçar a retirada de civis das áreas estratégicas.

Conflito em março: O estopim da guerra

O atual ciclo de violência teve início em início de março de 2026, quando o Hezbollah retaliou a morte do líder supremo do Irã — ocorrida em ataques atribuídos a Israel e aos EUA — com lançamentos massivos de foguetes contra território israelense. Desde então, o grupo tem mantido ofensivas diárias, enquanto Israel responde com bombardeios seletivos e bloqueios aéreos. A fronteira sul-libanesa, historicamente instável, tornou-se um dos principais fronts da crise regional.

Impacto humanitário e regional

Os ataques desta manhã agravam a crise humanitária no sul do Líbano, onde cerca de 150 mil pessoas já haviam sido deslocadas desde o início do conflito. Organizações internacionais alertam para o risco de colapso dos serviços básicos, enquanto o Hezbollah recusa recuar de suas posições. Paralelamente, negociações entre EUA e Irã — que poderiam aliviar as tensões — seguem em andamento, mas sem sinais concretos de trégua.