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Globo perde semifinal da Copa do Mundo pela primeira vez desde 1970: a estratégia da CazéTV e o impacto na transmissão

João Oliveira
14 de julho de 2026 às 07:56
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Globo perde semifinal da Copa do Mundo pela primeira vez desde 1970: a estratégia da CazéTV e o impacto na transmissão

Foto: Getty Images

A última vez que a emissora não esteve presente em uma semifinal foi em 1970

A TV Globo registra um marco histórico na cobertura da Copa do Mundo ao não transmitir uma das semifinais do torneio pela primeira vez desde 1970. Nesta edição de 2026, a emissora carioca optou por exibir apenas o confronto entre Inglaterra e Argentina, agendado para quarta-feira (15), enquanto a CazéTV assegurou a exclusividade da partida entre França e Espanha, disputada na terça-feira (14).

A quebra de um ciclo de 56 anos

A ausência da Globo em uma semifinal da Copa do Mundo encerra uma sequência ininterrupta desde o Mundial do México em 1970. Na ocasião, o formato simultâneo das semifinais impediu a transmissão dos dois jogos, mas a emissora optou por transmitir a decisão entre Brasil e Uruguai, consolidando seu protagonismo no esporte nacional. Desde então, a Globo exibiu todas as semifinais das Copas subsequentes, com exceção de 1974 e 1978, quando o torneio adotou uma segunda fase em grupos sem confrontos semifinalistas.

A CazéTV e a estratégia de exclusividade

A decisão da CazéTV de priorizar a França x Espanha baseia-se em uma estratégia de diferenciação no mercado de transmissões esportivas. Ao garantir os direitos exclusivos de um dos jogos mais aguardados do torneio, a plataforma reforça sua posição como alternativa à televisão tradicional, especialmente entre audiências digitais. A Globo, por sua vez, manteve a transmissão do outro duelo semifinal, alinhando sua programação ao interesse do público brasileiro, que historicamente prioriza os confrontos envolvendo a Seleção Inglesa ou Argentina.

Impacto na cobertura esportiva brasileira

A ausência da Globo em uma semifinal da Copa do Mundo reflete não apenas uma mudança na dinâmica das transmissões esportivas, mas também um realinhamento das preferências do público. Enquanto a emissora tradicional mantém seu foco em audiências massivas, plataformas digitais como a CazéTV ganham espaço ao oferecer conteúdos exclusivos e segmentados. Para os espectadores, a fragmentação das transmissões impõe novos desafios, exigindo a assinatura de múltiplos serviços para acompanhar todos os jogos decisivos.