Patrick Revert Borborema, de 48 anos, foi atingido por caminhão de coleta em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul; trabalhador sonhava em se formar médico
O sonho de conquistar um diploma de Medicina foi interrompido de maneira trágica na manhã de terça-feira (20/10), em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul. O gari Patrick Revert Borborema, de 48 anos, morreu após ser atropelado por um caminhão de coleta de lixo enquanto desempenhava suas atividades profissionais. O trabalhador conciliava a rotina na limpeza urbana com os estudos universitários e utilizava o salário para custear sua formação acadêmica.
O acidente ocorreu por volta das 6h50, no cruzamento das ruas Vasco da Gama e Américo Vespúcio, no bairro Jardim Primavera. Patrick integrava a equipe responsável pelo recolhimento de resíduos na região quando foi atingido pelo próprio veículo utilizado no serviço.
De acordo com as informações iniciais, o gari havia descido do caminhão no momento em que o motorista realizava uma manobra em marcha à ré. Durante o deslocamento do veículo, o trabalhador acabou sendo atropelado.
Câmeras registraram atropelamento durante o trabalho
O acidente de trabalho em Ponta Porã foi registrado por câmeras de segurança instaladas nas proximidades do cruzamento. As imagens poderão contribuir para esclarecer as circunstâncias em que ocorreu o atropelamento.
Após o acidente, equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas para prestar socorro à vítima. Entretanto, Patrick não resistiu aos ferimentos e morreu no local, antes que pudesse ser encaminhado a uma unidade hospitalar.
A ocorrência mobilizou os serviços de emergência e os órgãos responsáveis pela investigação, que deverão analisar os registros disponíveis e as condições em que a manobra do caminhão foi realizada.
Gari conciliava trabalho e faculdade de Medicina
Natural de Minas Gerais, Patrick havia encontrado no trabalho de coleta de resíduos uma forma de financiar o objetivo de se tornar médico. Mesmo diante das exigências físicas da profissão, mantinha o compromisso com a graduação e destinava parte de seus rendimentos ao pagamento das mensalidades universitárias.
Segundo informações divulgadas pelo portal g1, o trabalhador não tinha familiares residindo em Ponta Porã, município localizado na região de fronteira entre o Brasil e o Paraguai.
A trajetória de Patrick era marcada pelo esforço para conciliar a atividade profissional com a formação superior. A renda obtida nas ruas da cidade representava o principal recurso para dar continuidade aos estudos e buscar uma nova oportunidade de atuação profissional na área da saúde.
A morte repentina interrompeu esse projeto pessoal e acadêmico, além de provocar comoção diante das circunstâncias do acidente.
Motorista receberá acompanhamento psicológico
O condutor do caminhão de coleta ficou profundamente abalado após o atropelamento do colega de trabalho. Diante da situação, foi informado que ele receberá acompanhamento psicológico para lidar com os impactos emocionais provocados pela ocorrência.
As circunstâncias do acidente ainda deverão ser esclarecidas pelas autoridades responsáveis, incluindo a dinâmica da movimentação do veículo no momento em que Patrick foi atingido.
Até a conclusão das apurações, não há informações definitivas sobre eventuais responsabilidades relacionadas ao atropelamento.
Prefeitura lamenta morte e anuncia apoio à família
A Prefeitura de Ponta Porã divulgou uma nota oficial manifestando pesar pela morte de Patrick Revert Borborema. A administração municipal também informou que mobilizou equipes da Assistência Social para oferecer acolhimento e suporte aos familiares do trabalhador.
A medida busca garantir assistência aos parentes diante da perda e das providências necessárias após o falecimento.
Paralelamente, a Polícia Civil e a perícia técnica trabalham para identificar os fatores que contribuíram para o acidente. A investigação deverá considerar os elementos reunidos no local, incluindo os registros das câmeras de segurança.
A gestão municipal informou ainda que poderá divulgar novos esclarecimentos após a conclusão das análises técnicas conduzidas pelos órgãos competentes.
A morte do gari de 48 anos, que trabalhava para financiar a própria faculdade de Medicina, evidencia uma trajetória de dedicação aos estudos interrompida por um acidente durante o exercício da profissão.




