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França explode em protestos após assassinato de criança de 11 anos e cobra inefficácia estatal

Redacao
9 de junho de 2026 às 15:18
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França explode em protestos após assassinato de criança de 11 anos e cobra inefficácia estatal

Foto: Redação Central

Negligência estatal sob holofotes após crime hediondo

Na tarde desta terça-feira (9 de junho de 2026), a França ainda repercute o assassinato de Lyhanna Barella, 11 anos, cujos vestígios de violência remontam a alegações contra o suspeito Mr. Barella — identificado como figura próxima à vítima — feitas nove meses antes do crime. O ministro do Interior francês, Gérald Darmanin, admitiu em pronunciamento oficial que o princípio de precaução não foi aplicado a tempo de retirar o acusado de circulação e verificar as acusações que pesavam sobre ele.

Cronologia da falha institucional

A sequência de erros começa em setembro de 2025, quando denúncias formais foram apresentadas contra Barella por supostos atos de violência doméstica envolvendo a criança. À época, não houve medidas cautelares, tampouco investigação aprofundada. A inércia permitiu que o suspeito permanecesse em liberdade até o dia 8 de junho de 2026, quando o corpo de Lyhanna foi encontrado em condições que sugerem crime violento. Darmanin classificou o caso como “incompreensível”, uma vez que, segundo suas declarações, havia “todos os elementos” para agir preventivamente.

Pressão social e risco de crises políticas

A insatisfação popular já se traduz em protestos em Paris e outras cidades, com manifestantes exigindo a renúncia do ministro e reformas no sistema judiciário. Especialistas em segurança pública alertam que a demora na prisão preventiva de Barella — em tese, um agressor conhecido — expõe falhas estruturais no combate à violência contra menores. “A sociedade francesa não perdoará mais essa negligência”, declarou a advogada Marie Leclair, defensora de direitos infantis, em entrevista ao Le Monde.

Consequências além das fronteiras

O caso transcende o âmbito doméstico ao reavivar debates europeus sobre protocolos de proteção infantil. Em 2024, a União Europeia implementou diretrizes obrigatórias para casos de violência doméstica, mas a França é acusada de não cumpri-las integralmente. A Comissão Europeia já anunciou a abertura de uma sindicância para avaliar se houve descumprimento das normas, sob risco de sanções financeiras.