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FIFA investiga gesto polêmico de árbitro assistente de VAR na goleada da Alemanha sobre Curaçao

Redacao
15 de junho de 2026 às 13:21
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FIFA investiga gesto polêmico de árbitro assistente de VAR na goleada da Alemanha sobre Curaçao

Foto: Reprodução

Protocolo de transmissão da FIFA expôs árbitro de VAR antes da partida

A prática da FIFA de exibir brevemente os nomes e funções dos membros da equipe de arbitragem, inclusive os profissionais do VAR, antes das partidas da Copa do Mundo, tem sido alvo de atenção desde o início do torneio. No entanto, o gesto de Shaun Evans durante o intervalo da transmissão da vitória alemã por 7 a 1 sobre Curaçao — em partida disputada no domingo (15/06) — transformou o procedimento rotineiro em um episódio controverso.

Dois significados possíveis para o sinal controverso

O gesto executado por Evans, ao posicionar os dedos de sua mão direita em formato de ‘OK’ invertido, possui interpretações diametralmente opostas. Enquanto algumas fontes o associam a um símbolo inofensivo ou até mesmo a um sinal de aprovação, outras — incluindo grupos de monitoramento de discursos de ódio — o relacionam a uma representação vinculada à supremacia branca. A ambiguidade do sinal, amplificada pela transmissão ao vivo, levou a uma onda de especulações nas redes sociais, com usuários e veículos de comunicação questionando o verdadeiro propósito do movimento.

Falta de resposta oficial da FIFA intensifica polêmica

Até o momento da publicação desta matéria (15/06/2026, 13h48), a FIFA não emitiu posicionamento oficial sobre o incidente. A entidade foi contatada múltiplas vezes pela BBC Sport para prestar esclarecimentos, mas não há registro de comunicação pública ou privada que desminta ou confirme a intenção por trás do gesto. A ausência de uma resposta rápida — especialmente em um torneio de magnitude global como a Copa do Mundo — alimenta teorias e amplia a pressão sobre a organização para uma definição clara.

Implicações para a arbitragem e o esporte

A situação coloca em evidência os riscos inerentes à exposição midiática dos profissionais de arbitragem, cuja imagem é vinculada a transmissões globais sem que haja controle sobre gestos ou expressões que possam ser interpretados de forma equivocada. Especialistas em comunicação esportiva e direitos humanos já apontam para a necessidade de protocolos mais rígidos, incluindo treinamentos específicos para evitar mal-entendidos em contextos de alta visibilidade. Além disso, o episódio reacende debates sobre a politização do esporte e a responsabilidade das entidades reguladoras em lidar com símbolos ambíguos ou potencialmente ofensivos.