Plano incluía ataque coordenado com armas de precisão e drones
O FBI anunciou na tarde desta quarta-feira, 17 de junho de 2026, a desarticulação de uma célula terrorista que planejava executar um ataque à transmissão ao vivo de um evento do UFC na Praça da Casa Branca, em Washington. Segundo o Departamento de Justiça (DOJ), os suspeitos — identificados como Tycen C. Proper (19 anos, Ohio), Bryan Omar Roa (24 anos, Califórnia), Michael Alan Thomas (32 anos, Califórnia), Daniel K. Eskridge (32 anos, Missouri) e Abraham Hermosillo Alvarez (31 anos, Nebraska) — foram detidos em operações simultâneas em cinco estados americanos.
Estratégia de ataque combinava franco-atiradores e drones armados
A investigação revelou que o grupo havia mapeado rotas de evacuação e pontos estratégicos para posicionamento de atiradores, além de adquirir dispositivos aéreos não tripulados com potencial para transportar cargas explosivas. Fontes do FBI indicaram que os suspeitos monitoravam padrões de segurança do evento há pelo menos dois meses, ajustando táticas para maximizar o impacto do ataque. “O nível de detalhe e a sofisticação do planejamento sugerem uma intenção de causar múltiplas vítimas e dano estrutural”, afirmou um agente do FBI sob condição de anonimato.
Acusações federais e contexto de vigilância aumentada
Cada suspeito responde por conspiração para cometer assassinato, crime que pode acarretar pena de prisão perpétua nos EUA. O DOJ destacou que o caso reforça a necessidade de monitoramento de grupos extremistas domésticos, especialmente em eventos de grande visibilidade. “Este plano não se limitava a um alvo simbólico; era uma operação calculada para semear pânico em escala nacional”, declarou a procuradora-geral adjunta Lisa Monaco em coletiva de imprensa.
Implicações para a segurança de eventos públicos
A descoberta levanta questões sobre a vulnerabilidade de transmissões ao vivo em locais abertos, mesmo com medidas de segurança reforçadas. Especialistas em contraterrorismo alertam para a crescente utilização de drones por grupos não estatais, que exploram lacunas tecnológicas para ataques assimétricos. “A interoperabilidade entre agências e a adoção de sistemas anti-drone são urgentes para prevenir cenários semelhantes”, avaliou o analista de segurança nacional Mark T. Jensen.

