Clínica interditada após denúncias de sequelas irreversíveis
A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, na última quarta-feira, 12 de agosto de 2026, a esteticista Ana Paula Lima de Souza Mariano, 38 anos, proprietária de uma clínica em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. A prisão preventiva foi decretada após investigação que constatou procedimentos estéticos irregulares em pelo menos 22 pacientes, resultando em complicações graves, como infecções, dores crônicas e deformidades físicas.
Procedimentos proibidos e danos comprovados
Segundo laudos periciais, Ana Paula utilizou materiais não autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), entre eles o polimetilmetacrilato (PMMA), uma substância contraindicada para fins estéticos por apresentar alto risco de necrose tecidual e reações alérgicas graves. Uma das vítimas, submetida a biópsia, teve o uso do PMMA confirmado. Pelo menos três pacientes necessitaram de internação hospitalar para tratamento das sequelas.
Investigação iniciou após interdição da clínica em maio
A operação policial teve início em maio de 2026, quando a Vigilância Sanitária interditou a clínica após receber as primeiras denúncias. Durante o período em que permaneceu foragida, Ana Paula continuou a promover serviços irregulares em redes sociais, incluindo a micropigmentação, conforme registros obtidos pela polícia. Sua assistente, identificada como cúmplice, também foi detida.
Acusações incluem crimes contra a saúde pública e relação de consumo
A esteticista responderá por lesão corporal grave, exercício ilegal da medicina, associação criminosa e crime contra a relação de consumo. A Polícia Civil informou que o caso será encaminhado ao Ministério Público para análise de eventual responsabilização criminal adicional. A prisão preventiva visa evitar novos danos à saúde das vítimas e possíveis tentativas de ocultação de provas.


