TSE afasta hipótese de ataque hacker e restabelece vínculo com o PL
Sistema eleitoral travou registro de candidatura do senador
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enfrentou um obstáculo inesperado ao tentar formalizar sua candidatura junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O sistema do órgão indicava que o parlamentar estava filiado ao partido Missão, e não ao PL, legenda pela qual efetivamente concorre — inconsistência que travou o processo de registro da candidatura.
TSE descarta invasão hacker no sistema
Na quinta-feira (13), o TSE divulgou nota esclarecendo que a alteração identificada no cadastro do senador não decorreu de ataque hacker nem de falha de segurança nos sistemas da Justiça Eleitoral. Segundo o tribunal, a filiação equivocada ocorreu por meio do uso indevido do sistema FILIA, realizado por alguém que possuía acesso às credenciais oficiais — login e senha — do próprio Partido Missão, utilizadas para realizar o cadastro irregular.
Partido Missão nega participação e se diz vítima
O Partido Missão negou qualquer intenção de filiar o parlamentar aos seus quadros e afirmou publicamente que também foi vítima da fraude constatada pelo TSE.
Equipe de Flávio relata surpresa horas antes do prazo
A defesa e a equipe de campanha de Flávio Bolsonaro alegaram terem sido surpreendidas pela alteração nos dados poucas horas antes de finalizarem o envio dos documentos de candidatura pelo sistema Candex. Em publicação nas redes sociais, o senador atribuiu o episódio a uma tentativa deliberada de inviabilizar sua candidatura nas eleições de 2026.
Presidente do TSE restabelece vínculo com o PL
Ainda durante a tarde de quinta-feira, o presidente do tribunal, ministro Nunes Marques, determinou o restabelecimento do vínculo partidário de Flávio Bolsonaro com o Partido Liberal (PL), reconhecendo a filiação desde 2021, e liberou o sistema para que o candidato pudesse concluir sua inscrição.
Caso é encaminhado à Polícia Federal e à Procuradoria
O ministro Nunes Marques também acionou a Polícia Federal para a instauração de inquérito policial sobre o caso, além de encaminhar o episódio à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) para apuração de possíveis crimes eleitorais e de falsidade ideológica.
A Secretaria de Tecnologia da Informação do TSE foi orientada a isolar e preservar todos os registros digitais de acesso relacionados ao caso, de modo a permitir que peritos da Polícia Federal identifiquem tanto a origem quanto o autor do cadastro fraudulento.



