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El Niño já está em curso e deve intensificar extremos climáticos, alertam cientistas

Redacao
11 de junho de 2026 às 18:17
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El Niño já está em curso e deve intensificar extremos climáticos, alertam cientistas

Foto: Reprodução/Clima ao Vivo

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou na última quarta-feira (11/06/2026) o início do fenômeno El Niño, marcando um ponto crítico para os padrões climáticos globais. Segundo a agência, os ventos sobre o Pacífico equatorial começaram a sofrer mudanças direcionais, sinalizando que a atmosfera agora responde ao aquecimento oceânico — um indicador tardio, mas crucial, de que o ciclo está em plena atividade.

Sinais de interação oceano-atmosfera aceleram alertas

A transição nos ventos, observada pela NOAA, é um dos primeiros indícios de que o El Niño não é apenas um fenômeno oceânico, mas um sistema climático integrado. Quando os ventos alísios — que normalmente sopram de leste para oeste no Pacífico — enfraquecem ou invertem, o calor acumulado nas camadas superficiais do oceano é transferido para a atmosfera, desencadeando reações em cadeia em escala planetária. Em 2026, esse processo já demonstra sinais de intensificação precoce, segundo dados preliminares.

Risco de extremos climáticos globais aumenta

Cientistas climáticos preveem que o atual El Niño pode agravar eventos como secas no sul da África e no leste da Austrália, enchentes no sul da América do Sul e ondas de calor prolongadas no sudeste asiático. A interação entre o oceano e a atmosfera, agora confirmada, sugere que os impactos serão mais severos do que os registrados em ciclos anteriores de intensidade moderada. O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) já havia alertado, em seu relatório de 2023, para a possibilidade de eventos climáticos extremos se tornarem até 30% mais frequentes em regiões vulneráveis durante anos de El Niño.

Monitoramento intensificado e preparação necessária

As autoridades meteorológicas, incluindo a NOAA, estão em estado de atenção máxima. Modelos climáticos atualizados na última quarta-feira (11/06/2026) indicam uma probabilidade de 78% de que o El Niño alcance intensidade forte até o fim do ano, com pico entre novembro e janeiro de 2027. A expectativa é de que governos e setores críticos, como agricultura e energia, antecipem medidas de mitigação para reduzir perdas econômicas e humanas.