DayNews
  • HOME
  • GERAL
  • CIDADES
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
  • JUSTIÇA
  • POLÍCIA
  • AGRONEGÓCIO
  • LEITURA DINÂMICA
  • NOTA ZERO OU DEZ
  • ARTIGOS
  • SAÚDE
  • BRASIL
  • MUNDO
  • ESPORTE
Home
Mundo

Declarado morto após afogamento, bebê é encontrado vivo no necrotério cinco horas depois nos EUA

Redação
23 de outubro de 2026 às 14:35
Compartilhar:
Declarado morto após afogamento, bebê é encontrado vivo no necrotério cinco horas depois nos EUA

© Shutterstock

Menino de 18 meses permaneceu horas sem atendimento até que um funcionário percebeu sinais de vida. Criança sobreviveu, mas sofreu graves lesões cerebrais, e família acusa hospital de negligência médica.

Um caso de suposta negligência médica ocorrido no estado do Arizona, nos Estados Unidos, provocou indignação e levantou questionamentos sobre os procedimentos adotados por profissionais de saúde na constatação de óbitos. Um menino de apenas 18 meses, declarado morto após sofrer um afogamento na piscina de casa, foi encontrado com vida aproximadamente cinco horas depois, quando seu corpo estava prestes a ser recolhido por um funcionário do Instituto Médico Legal.

O episódio ocorreu em 8 de fevereiro de 2026, no Centro Médico Mercy Gilbert, na cidade de Gilbert, mas ganhou nova repercussão após a mãe da criança, Alexus Fiordilino, relatar publicamente o sofrimento da família em entrevista concedida à KNXV, emissora afiliada à rede ABC News, na quarta-feira (21).

O menino, identificado como Vincent, sobreviveu à sequência de acontecimentos, mas apresenta graves sequelas neurológicas. A família sustenta que a demora na identificação dos sinais vitais e a ausência de assistência médica durante o período em que ele foi considerado morto podem ter agravado consideravelmente seu quadro clínico.

Mãe afirma ter percebido sinais de respiração antes da declaração de morte

Vincent foi encontrado inconsciente na piscina da residência da família e encaminhado às pressas ao hospital. Após os procedimentos de emergência, o médico Aryan Toosi comunicou aos pais que a criança não havia resistido.

Segundo Alexus, enquanto se despedia do filho, ela percebeu movimentos que lhe pareceram sinais de respiração. Ao questionar o profissional responsável, teria recebido a explicação de que se tratava de manifestações involuntárias do organismo nos momentos finais de vida.

Ainda conforme o relato da mãe, o médico argumentou que insistir nas manobras de reanimação poderia apenas prolongar o sofrimento do menino.

“Como mãe, você não quer ouvir isso. Eu não queria que ele sofresse. Parecia que tinham feito tudo o que podiam”, contou Alexus.

A morte de Vincent foi oficialmente declarada às 18h20 daquele domingo, data em que também era realizada a final do Super Bowl, principal campeonato de futebol americano dos Estados Unidos.

Funcionário percebe sinais vitais e descoberta surpreende os pais

A família já havia iniciado os procedimentos decorrentes da declaração de óbito quando recebeu uma notícia inesperada.

Aproximadamente cinco horas depois, enquanto Alexus e o marido, Angelo, prestavam esclarecimentos às autoridades sobre as circunstâncias do afogamento, um investigador informou que Vincent estava vivo.

A descoberta ocorreu quando um funcionário do Instituto Médico Legal do Condado de Maricopa compareceu ao hospital para recolher o corpo e identificou sinais vitais na criança.

A notícia transformou o cenário de luto em uma mistura de alívio, incredulidade e desespero.

“Meu marido e eu gritamos de alívio. Louvamos ao Senhor. Choramos. Passar de ouvir que ele tinha morrido para descobrir que não tinha é uma sensação inexplicável”, relatou a mãe.

A alegria de saber que Vincent havia sobrevivido, entretanto, foi acompanhada por uma preocupação: durante todo aquele período, o menino permaneceu sem receber os cuidados médicos necessários a um paciente em estado crítico.

“Ele ficou sozinho durante cinco horas e meia. Como alguém pode fazer isso com um bebê?”, desabafou.

Sobrevivência é marcada por sequelas neurológicas permanentes

Embora tenha resistido ao afogamento e ao período em que permaneceu erroneamente declarado morto, Vincent sofreu danos cerebrais graves, considerados permanentes pelos representantes jurídicos da família.

O menino recebeu alta hospitalar em abril, aproximadamente dois meses após o episódio, mas continua convivendo com limitações significativas.

De acordo com os advogados dos pais, a criança perdeu habilidades fundamentais para seu desenvolvimento, não consegue caminhar sem auxílio e ainda não recuperou a capacidade de falar.

A família questiona se parte dessas sequelas poderia ter sido evitada caso os sinais de vida tivessem sido identificados imediatamente e o atendimento médico fosse restabelecido.

Os representantes legais sustentam que a falta de assistência durante as horas em que Vincent permaneceu no necrotério pode ter provocado danos neurológicos adicionais, potencialmente mais graves do que aqueles decorrentes do afogamento.

Os pais anunciaram a intenção de responsabilizar judicialmente os envolvidos no atendimento, sob a alegação de que houve falhas graves nos procedimentos hospitalares.

Hospital e médico evitam comentar detalhes do atendimento

Diante da repercussão, a defesa do médico Aryan Toosi encaminhou uma manifestação à ABC News na quinta-feira (22).

Por meio de seu advogado, o profissional expressou solidariedade à criança e aos familiares, além de manifestar o desejo de que Vincent apresente avanços em sua recuperação.

“Os pensamentos do médico estão com o jovem paciente e sua família”, declarou o representante.

A defesa acrescentou que o compromisso de Toosi com a assistência médica sempre esteve orientado pela segurança, pelo bem-estar e pela recuperação dos pacientes.

Apesar disso, não apresentou esclarecimentos específicos sobre as circunstâncias que levaram à declaração equivocada de morte.

“Devido ao processo judicial pendente e às leis de privacidade dos pacientes, não podemos comentar os detalhes do atendimento prestado neste momento”, explicou.

A Dignity Health, instituição responsável pela administração do Centro Médico Mercy Gilbert, também se pronunciou. A empresa reconheceu a gravidade emocional do episódio, mas informou que as normas de confidencialidade impedem a divulgação de informações sobre o atendimento.

“A segurança dos pacientes e a prestação de cuidados excepcionais são nossas maiores prioridades”, declarou a empresa.

Investigação policial não identifica crime de profissionais de saúde

O caso também foi submetido à investigação do Departamento de Polícia de Gilbert, que analisou a atuação dos profissionais envolvidos e as circunstâncias do afogamento.

De acordo com as autoridades, os elementos reunidos não foram suficientes para caracterizar conduta criminosa por parte dos integrantes da equipe médica. Dessa forma, nenhuma acusação criminal foi apresentada contra os funcionários do hospital.

“Este caso está agora sendo encaminhado à Procuradoria-Geral para análise”, informou um porta-voz da polícia.

A ausência de acusações criminais, contudo, não impede que a família busque eventual responsabilização na esfera civil.

Pais chegaram a ser investigados por suposta negligência

Além da conduta hospitalar, a investigação examinou as condições em que Vincent teve acesso à piscina da residência.

Inicialmente, a polícia recomendou que os pais fossem responsabilizados por supostos maus-tratos infantis relacionados à falta de supervisão no momento do acidente.

A Procuradoria do Condado de Maricopa, entretanto, decidiu não apresentar denúncia.

Na avaliação dos promotores, não foram identificados elementos suficientes para sustentar uma acusação criminal contra o casal.

As autoridades verificaram que a residência possuía diferentes dispositivos de segurança destinados a impedir o acesso de crianças a áreas de risco, incluindo fechaduras de proteção.

Também foi constatado que diversos adultos estavam presentes no imóvel quando ocorreu o afogamento. Segundo a investigação, cada um acreditava que Vincent estava sob a supervisão de outra pessoa.

Os pais admitiram ter consumido maconha naquela manhã, mas os investigadores não encontraram evidências de que estivessem visivelmente incapacitados para cuidar do filho.

Com a decisão do Ministério Público de não apresentar acusações contra o casal, a atenção se concentra agora nos questionamentos sobre a assistência hospitalar.

Enquanto aguardam os desdobramentos jurídicos, os pais enfrentam as consequências de um episódio que começou com o afogamento do filho, passou por uma declaração equivocada de morte e terminou com a descoberta de que a criança havia permanecido viva durante horas sem atendimento médico.

A principal questão levantada pela família é se a identificação precoce dos sinais vitais poderia ter evitado ou reduzido as sequelas que Vincent carrega desde então.

Continue Lendo

Longevidade centenária: idosa britânica atribui seus 107 anos a laços afetivos e alimentação com bacon e guloseimas

Longevidade centenária: idosa britânica atribui seus 107 anos a laços afetivos e alimentação com bacon e guloseimas

Colômbia: Colapso em Mina Ilegal Deixa 14 Mortos e Evidencia Crise de Segurança e Governança

Colômbia: Colapso em Mina Ilegal Deixa 14 Mortos e Evidencia Crise de Segurança e Governança

França implementa toques de recolher e avalia estado de emergência após onda de violência

França implementa toques de recolher e avalia estado de emergência após onda de violência

Publicidade
Acess
Publicidade
Fabio Argenta
Publicidade
Visa Contábil
Publicidade
DayNews

O portal de notícias mais completo de Cuiabá e Mato Grosso. Informação de qualidade com credibilidade, 24 horas por dia.

Navegue no Site

  • Geral
  • Cidades
  • Economia
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Mundo
  • Esporte
  • Artigos
  • Polícia
  • Saúde

Institucional

  • Sobre Nós
  • Equipe
  • Fale Conosco
  • Privacidade
  • Termos de Uso

Fale Conosco

  • contato@daynews.com.br
  • Telefone(62) 3212-3434

© 2026 DayNews - Desenvolvido e editado por Agência Hoover.

TermosPrivacidade