Uma nova pesquisa Datafolha sobre a disputa presidencial de 2026 registra Lula, do PT, com 40% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro, do PL, soma 36%. A vantagem nominal de quatro pontos percentuais não é suficiente para romper o empate técnico, pois os intervalos da margem de erro se encontram no patamar de 38%. O resultado evidencia um pleito ainda concentrado nos dois principais candidatos e marcado por alta indefinição estatística na parte superior da tabela.
Disputa principal permanece tecnicamente equilibrada
Na série apresentada pelo levantamento, Lula tinha 39% na primeira aferição, realizada em agosto. Na sequência, marcou 38% e, depois, 39% em duas rodadas, até alcançar os 40% atuais. Seu intervalo varia de 38% a 42%, indicando estabilidade em torno de quatro décimos do eleitorado e ausência de movimento capaz de afastá-lo estatisticamente da faixa ocupada por Flávio Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, iniciou a série com 33%, subiu para 35% e atingiu 36% nas duas medições seguintes, repetindo agora o mesmo percentual. Sua margem fica entre 34% e 38%. Assim, embora o petista apareça à frente no número divulgado, a diferença de quatro pontos permanece dentro da incerteza amostral e não permite afirmar superioridade estatística definitiva.
Cury, Caiado e Renan formam bloco empatado
Entre os demais presidenciáveis, Augusto Cury, do Avante, registra 5%, com margem de 3% a 7%. Ele havia começado com 2%, alcançado 8% em uma etapa posterior e obtido 6% em duas pesquisas consecutivas antes da queda para o patamar atual. Ronaldo Caiado, do PSD, depois de 5% na primeira aferição, marcou 4% em três levantamentos e repete 4% no resultado atual.
Renan Santos, do Missão, aparece com 3%, repetindo o resultado de três sondagens anteriores depois de ter registrado 4% inicialmente. Seu intervalo varia de 1% a 5%. Como as margens de Cury, Caiado e Renan se sobrepõem amplamente, os três compõem um bloco tecnicamente empatado. A ordem dos percentuais nominais não basta para estabelecer uma hierarquia estatisticamente segura entre eles.
Zema registra queda nominal na série
Romeu Zema, do Novo, registra 1%, após figurar com 3% no início da série e com 2% em três pesquisas seguintes. Sua margem de erro alcança até 3%, intervalo que se sobrepõe ao de Caiado e Renan Santos e toca, no limite, a faixa de Augusto Cury. O dado confirma o recuo nominal de Zema, mas mantém a necessidade de cautela na comparação com candidatos cujos intervalos compartilham valores próximos.
Somados, os seis nomes mencionados totalizam 89% das intenções explicitadas nos percentuais divulgados. Os 11% restantes não podem ser detalhados apenas com essa distribuição, pois podem envolver diferentes categorias de resposta presentes em uma aferição eleitoral, como outros nomes, ausência de intenção definida, votos brancos ou nulos. A análise completa depende do quadro metodológico e da segmentação do levantamento.
Como todo levantamento de intenção de voto, a pesquisa retrata um momento específico da campanha e não constitui projeção automática do resultado das urnas. A permanência de Lula e Flávio Bolsonaro no mesmo intervalo estatístico reforça a competitividade do cenário, enquanto a disputa no bloco intermediário continua aberta. Próximas rodadas serão necessárias para avaliar se as oscilações atuais representam tendência consistente ou variação dentro da margem amostral.




