Turismo e investimentos impulsionam projeção de R$ 8,8 bilhões
Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), encomendado pela Embratur, estima que a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027, a ser realizada no Brasil, movimentará R$ 8,8 bilhões na economia brasileira. A projeção considera dois vetores principais: o fluxo de turistas nacionais e internacionais — responsável por R$ 4,7 bilhões em atividade econômica direta e indireta — e os investimentos da FIFA aliados à estrutura operacional do torneio, avaliados em R$ 4,1 bilhões. Segundo a pesquisa, o evento se consolidará como um dos maiores impulsionadores econômicos já registrados no país em termos de impacto.
Turistas femininas internacionais: perfil de consumo e permanência
O levantamento da FGV destaca que as mulheres representam 48,61% dos turistas internacionais que visitam o Brasil, com permanência média de 11 dias e gasto médio de US$ 1.317 por viagem (cerca de R$ 6.600 na cotação atual). Essa fatia significativa do mercado turístico tende a ser amplificada durante o torneio, dado o apelo global da competição e a crescente visibilidade do futebol feminino. A combinação entre investimentos estruturais, fluxo turístico e poder de consumo das visitantes internacionais deve reforçar a cadeia produtiva brasileira, beneficiando setores como hospedagem, alimentação, transporte e entretenimento em todo o território nacional.
Impactos sociais e fiscais: emprego e arrecadação em análise
A pesquisa projeta ainda a geração de 73,7 mil postos de trabalho temporários e permanentes, além de R$ 4,5 bilhões em renda adicional para a população. No âmbito fiscal, a arrecadação tributária deve atingir R$ 928 milhões, distribuídos entre impostos federais, estaduais e municipais. Esses números refletem não apenas o potencial econômico do evento, mas também a capacidade do Brasil de atrair grandes competições internacionais com retorno mensurável para a sociedade. Especialistas ouvidos pela FGV destacam que a realização do torneio no país reforça a estratégia de diversificação da matriz esportiva nacional, alinhada às diretrizes da FIFA para promoção da igualdade de gênero no esporte.

