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COP31: Bowen alerta que guerra no Oriente Médio acelera fim dos combustíveis fósseis

Redacao
9 de junho de 2026 às 09:14
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COP31: Bowen alerta que guerra no Oriente Médio acelera fim dos combustíveis fósseis

Sem a transição da matriz energética, a indústria continuará lançando gases responsáveis pelo aquecimento do planeta, como o CO2, proveniente da queima de petróleo – (crédito: Gerry Machen/Divulgação )

Conflitos no Oriente Médio reforçam urgência da transição energética

O ministro australiano Chris Bowen, responsável pelas negociações da COP31, alertou na última segunda-feira (8 de junho de 2026) que a instabilidade no Oriente Médio serve como alerta definitivo para a fragilidade das economias ainda ancoradas em combustíveis fósseis. Segundo Bowen, a guerra entre Irã e Israel não apenas evidencia a vulnerabilidade geopolítica, mas também a dependência energética insustentável, que ameaça a segurança global.

Transição energética como único caminho viável

Bowen, que acumula as pastas de Clima e Energia da Austrália, foi categórico ao declarar: “Temos que abandonar os combustíveis fósseis”. O ministro defendeu que a solução para os desafios energéticos imediatos e de longo prazo converge para uma única diretriz: reduzir drasticamente a dependência de fontes não renováveis. Sua posição, externa durante entrevista à AFP, reforça a missão da COP31 — destravada para novembro de 2026 — de impulsionar metas ambiciosas de descarbonização.

COP31 em xeque: Pressão por resultados concretos

A COP31, sob liderança de Bowen, enfrenta um cenário global adverso: tensões geopolíticas crescentes, flutuações nos mercados de energia e cobranças cada vez mais rigorosas por reduções de emissões. O ministro, que assume as negociações após anos de estagnação em conferências anteriores, enfrenta a pressão de países como o Brasil, que já exerce pressão por um plano de ação concreto sobre combustíveis fósseis — conforme destacado em matérias paralelas.